Senador pediu suspensão da remuneração entre 11 de junho e 19 de julho, período em que acompanha o Mundial nos EUA
Senador Romário (PL-RJ) pediu a suspensão do próprio salário durante o período da Copa do Mundo. O pedido foi feito por meio de ofício enviado nesta terça-feira (30), após o parlamentar ser alvo de críticas nas redes sociais por acompanhar o torneio nos Estados Unidos.
A solicitação prevê que a remuneração não seja paga entre 11 de junho e 19 de julho, datas que correspondem ao início e ao fim da competição. O subsídio mensal de um senador é de R$ 46.366,19.
Romário está nos Estados Unidos, onde atua como comentarista da CazéTV durante a Copa e também assina uma coluna no jornal O Globo.
Mandato será mantido
Apesar de abrir mão do salário no período, Romário informou que seguirá no exercício do mandato. Segundo ele, a decisão foi pessoal e não representa afastamento das atividades parlamentares.
O senador afirmou que continuará acompanhando votações e discussões no Senado de forma remota, dentro do modelo semipresencial adotado pela Casa até o início do recesso parlamentar, previsto para 18 de julho.
Esse sistema permite que senadores participem das sessões à distância, com registro de presença e votação, sem desconto automático na remuneração.
Críticas nas redes
A pressão sobre Romário aumentou nos últimos dias porque ele permanecia fora do país durante a Copa, mas mantinha o mandato ativo e o recebimento do salário.
O senador justificou que optou por continuar em atividade para participar de votações consideradas importantes, entre elas a proposta relacionada ao fim da escala 6×1.
No plenário, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, defendeu Romário e afirmou que o parlamentar está “honrando o Brasil” ao participar da cobertura da Copa. Ele também criticou ataques feitos nas redes sociais.
Decisão mantém atividade parlamentar
Com a medida, Romário mantém o mandato em funcionamento, mas abre mão da remuneração no período em que acompanha a competição fora do país.
O caso ganhou repercussão porque o regimento e as regras internas do Senado permitem participação remota em sessões, desde que cumpridas as exigências de presença e votação.
