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Rota Bioceânica será discutida em audiência pública

Vereadores ouvirão empresários e moradores sobre os impactos da obra que visa integrar o Brasil ao mercado asiático.

Nesta sexta-feira, 12 de setembro, a Câmara Municipal de Campo Grande realizará uma Audiência Pública para debater a Rota Bioceânica, um projeto de infraestrutura que promete fortalecer a posição estratégica da cidade no cenário econômico internacional. O evento, proposto pelo vereador André Salineiro (PL), acontecerá às 9 horas e contará com a participação de moradores, empresários e lideranças do setor de transporte e logística, interessados em discutir a criação da Lei Municipal do Corredor Bioceânico.

O objetivo da audiência é proporcionar um espaço para que a sociedade civil e o setor produtivo compartilhem suas opiniões e sugestões sobre o projeto, além de analisar como a Capital pode se beneficiar da integração que a Rota Bioceânica trará entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.

“A participação de todos é fundamental para a construção de uma legislação que traga benefícios concretos para Campo Grande. O projeto da Rota Bioceânica pode abrir portas para novos investimentos e gerar oportunidades de emprego e crescimento para as famílias da nossa cidade”, afirmou o vereador Salineiro.

A Rota Bioceânica é considerada uma das principais obras de infraestrutura da América do Sul nos próximos anos. Ela conecta os oceanos Atlântico e Pacífico por meio de um corredor rodoviário de mais de 2,4 mil quilômetros que atravessa quatro países: Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. A expectativa é que, com a implementação da rota, os custos logísticos sejam reduzidos em até 30%, além de diminuir de 15 a 17 dias o tempo de transporte de mercadorias, especialmente entre o Brasil e os mercados asiáticos.

Impactos Econômicos e Logísticos

A criação da Rota Bioceânica tem o potencial de transformar a economia de Mato Grosso do Sul, facilitando o escoamento de produtos para os portos do Chile, e ampliando as possibilidades de exportação para o mercado asiático. A nova rota permitirá um acesso mais rápido e econômico aos portos de Antofagasta e Arica, no Chile, substituindo o caminho tradicional que passa pelo Porto de Santos.

O projeto promete revolucionar a logística de exportação do estado, especialmente em setores como o agronegócio, que depende de uma infraestrutura eficiente para escoar sua produção. Além disso, a Rota Bioceânica também pode atrair novos investimentos e gerar uma série de empregos diretos e indiretos, tanto na construção quanto na operação das futuras instalações logísticas.

A Frente Parlamentar de Acompanhamento

A audiência pública contará também com a participação da Frente Parlamentar de Acompanhamento da Implantação da Rota de Integração Latino-Americana (RILA), que já se reuniu diversas vezes com representantes do Executivo Estadual e Municipal. A Frente tem discutido os impactos da Rota Bioceânica na economia local, além de questões relacionadas à segurança, infraestrutura e integração regional.

A Frente Parlamentar é composta por vereadores de diferentes partidos, como Ronilço Guerreiro (Podemos), Dr. Lívio (União Brasil), Luiza Ribeiro (PT), Maicon Nogueira (PP), Veterinário Francisco (União Brasil) e Fábio Rocha (PSDB). Juntos, eles têm promovido encontros para alinhar as ações necessárias para garantir que Campo Grande e Mato Grosso do Sul tirem o máximo proveito da nova rota internacional.

Perspectivas para Campo Grande

O projeto da Rota Bioceânica, além de beneficiar o estado de Mato Grosso do Sul, promete reforçar o papel de Campo Grande como um hub logístico de relevância internacional. A cidade, que já se destaca no setor de transporte e distribuição, pode se tornar um ponto chave para a movimentação de mercadorias entre os países do Mercosul e os mercados asiáticos.

De acordo com especialistas, a Rota Bioceânica não só trará ganhos econômicos diretos, mas também contribuirá para o desenvolvimento de novos negócios e fortalecerá o setor de serviços. A expectativa é que a implementação da rota seja um divisor de águas para a economia da região, criando novas oportunidades de emprego e renda para a população.

A audiência pública de sexta-feira será uma oportunidade para a população de Campo Grande, empresários e representantes do setor público discutirem o futuro da cidade nesse novo cenário de integração internacional. O evento busca garantir que todas as vozes sejam ouvidas e que a Lei Municipal do Corredor Bioceânico seja construída de forma participativa e com o objetivo de maximizar os benefícios para a cidade e seus habitantes.

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Autoria: Sarah Pacini

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