O estado de São Paulo contabilizou 67 novas confirmações de mpox desde o dia 4 de outubro, período que marca o início da 40ª semana epidemiológica. O volume equivale a aproximadamente 22% de todas as ocorrências diagnosticadas em território paulista ao longo deste ano, sinalizando uma aceleração na disseminação do vírus recentemente.
Evolução dos registros em 2026
Somando os dados acumulados entre janeiro e a última sexta-feira (6), o estado contabiliza 300 casos da infecção, sem nenhum registro de óbito. Do montante total identificado no período, a cidade de São Paulo responde por 197 confirmações. Os números integram a plataforma do Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde, mantida pela Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo.
Histórico e panorama geral
Em comparação com anos anteriores, o cenário atual mostra oscilação nos patamares da enfermidade. Durante todo o ano passado, o sistema de saúde registrou 423 ocorrências. Já em 2024, o patamar foi significativamente maior, alcançando 1.134 diagnósticos positivos.
Apesar de a Organização Mundial da Saúde (OMS) ter declarado o fim da emergência internacional em setembro de 2025, o governo estadual mantém a vigilância ativa. A estratégia envolve a execução de exames laboratoriais e o rastreamento rigoroso de contatos para conter eventuais cadeias de contágio.
“Seguimos monitorando o cenário epidemiológico e orientando os serviços de saúde para que estejam preparados para identificar e notificar rapidamente qualquer suspeita”, explicou Tatiana Lang, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), por meio de nota.
Formas de contágio e sintomas
A mpox é uma enfermidade infecciosa provocada pelo vírus MPXV. O contágio interpessoal acontece predominantemente por meio de contato físico estreito com feridas na pele, mucosas e fluidos corporais de indivíduos contaminados, o que inclui a transmissão durante a prática sexual.
Além disso, o uso conjunto de materiais contaminados — tais como roupas de cama, toalhas e utensílios pessoais — representa risco de transmissão. Entre as manifestações clínicas mais comuns estão erupções cutâneas e em mucosas (incluindo a área genital), frequentemente acompanhadas de febre, astenia, linfonodos inflamados, além de mialgia, dorsalgia e cefaleia.
Como medida preventiva, as autoridades de saúde recomendam abstenção de contato próximo ou íntimo com pessoas que exibam sinais suspeitos, além da proibição do compartilhamento de objetos de uso pessoal. A higienização frequente das mãos com água e sabão ou preparações alcoólicas é outra recomendação essencial para barrar a disseminação.
