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Sistema único de saúde passa a fornecer novos remédios de alta tecnologia contra o câncer

Saúde inicia oferta de novos medicamentos oncológicos no SUS

O Ministério da Saúde iniciou a distribuição de nove fármacos avançados voltados ao combate de tumores malignos na rede pública. Esta é considerada a maior expansão já realizada no atendimento oncológico do país, com capacidade para suprir integralmente a demanda por esses insumos e contemplar mais de 116 mil brasileiros.

Ampliação do atendimento especializado Nesta fase inicial, a disponibilidade dos tratamentos alcança 20 centros especializados distribuídos por todas as regiões brasileiras, com previsão de cobertura total nos demais estabelecimentos até o encerramento do ano. O impacto financeiro estimado apenas para a aquisição desses itens chega a R$ 155,4 milhões anualmente.

A projeção da pasta é incorporar um total de 23 novos remédios para oncologia até dezembro, o que representará um acréscimo de 35% nas alternativas terapêuticas disponíveis. Para viabilizar essa meta, o governo federal centralizou negociações diretas, articulou atas conjuntas com os estados e ampliou os repasses financeiros para a sustentabilidade dos serviços.

Rastreamento e novas tecnologias Além dos fármacos, o governo anunciou o lançamento de estratégias de detecção precoce, incluindo a distribuição de 400 mil exames para rastreamento de câncer colorretal e a implementação do teste DNA-HPV para o colo do útero. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou a relevância das iniciativas durante evento na capital paulista.

“Também estamos fortalecendo as condições de trabalho dos profissionais de saúde, com serviços mais estruturados e uma rede pública cada vez mais preparada para atender às necessidades da população”, disse durante cerimônia.

Relação dos fármacos incorporados Os novos tratamentos abrangem 13 indicações clínicas distintas, adaptando-se às características de cada tumor e ao perfil clínico dos pacientes para proporcionar maior sobrevida e qualidade de vida. A lista completa inclui:

* trastuzumabe – câncer de estômago ou junção esofagogástrica; * abemaciclibe – câncer de mama precoce (RH+, Her2-, linfonodo +); * acetato de lanreotida – tumores neuroendócrinos; * pazopanibe – câncer de rim de células claras metastático; * rituximabe – leucemia linfocítica crônica (1ª linha), linfoma folicular, linfoma difuso; * abiraterona – câncer de próstata resistente à hormonioterapia não metastático e metastático e sensível à hormonioterapia e metastático; * gefitinibe – câncer de pulmão não pequenas células em primeira linha; * TSH recombinante (alfatirotropina) – câncer diferenciado de tireoide com indicação de iodo radioativo; * sunitinibe – câncer de rim de células claras metastático e GIST avançado ou metastático após falha ao imatinibe.

Parcerias e inovação hospitalar A gestão federal também firmou novos acordos para o próximo triênio do Proadi-SUS, destinando R$ 4 bilhões em investimentos voltados à transferência de tecnologia e capacitação.

Padilha ressaltou que os hospitais parceiros do Proadi, como o Albert Einstein, Sírio-Libanês, Oswaldo Cruz, Beneficência Portuguesa, Moinhos de Vento, A.C. Camargo e Hcor, desempenham um papel fundamental na saúde pública.

“Tanto na transferência de tecnologia, capacitação profissional e melhoria da gestão do SUS. Muitos desses hospitais filantrópicos, inclusive, operam hoje com mais leitos dedicados ao SUS do que aos seus próprios serviços particulares”, disse.

Como parte da modernização, o complexo do Hospital das Clínicas da USP sediará a primeira unidade hospitalar 100% inteligente da rede pública, utilizando inteligência artificial e telediagnóstico para otimizar o atendimento.

“O projeto prevê UTIs com equipamentos ultra-conectados e inteligência artificial, que permitem o monitoramento remoto em tempo real, com o profissional podendo acessar o que acontece dentro da UTI de qualquer canto do hospital, da casa dele, ou em outro serviço”, explicou Padilha.

“Além da modernização de laboratórios de anatomia patológica, serão reduzidos o tempo de entrega de laudos de biópsias de uma semana para apenas 48 horas por meio de telediagnóstico”, acrescentou.

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