O fim de ano é marcado por confraternizações e pela reflexão sobre os ciclos encerrados. No entanto, para muitas pessoas, é também uma época de angústia, estresse e frustração. Esse fenômeno, conhecido como “síndrome de fim de ano”, se caracteriza pela ansiedade em relação a metas não cumpridas e tarefas que precisam ser finalizadas antes da virada do ano.
A psicóloga Luana Ganzert, especialista em emoções, explica que a intensidade emocional dessa época está ligada ao aumento das expectativas sobre as tradições e confraternizações. “A pressão para que tudo saia perfeito pode ser intensa e isso se soma a outras fontes de ansiedade já presentes”, afirma.
Além disso, a questão financeira também é um fator crucial no aumento do estresse, pois o período demanda gastos com presentes, viagens e preparativos para as celebrações, o que pode sobrecarregar o orçamento. “Embora a ansiedade financeira possa parecer secundária, ela desempenha um papel importante no aumento do estresse nessa época”, acrescenta Luana.
As resoluções para o Ano Novo também afetam a saúde emocional
Outro fator que pode contribuir para o aumento da ansiedade no final do ano são as resoluções para o próximo ano. O balanço sobre o ano que está terminando, somado às promessas de mudança, pode gerar frustração ou sentimentos de insuficiência. A pressão para cumprir metas antes da virada também intensifica o estresse. “A sensação de que há pouco tempo para concluir tarefas cria uma pressão que afeta o bem-estar emocional de muitas pessoas”, explica a psicóloga.
Como lidar com a ansiedade de fim de ano?
Para reduzir a ansiedade e tornar o fim de ano mais leve, é importante adotar algumas estratégias. Confira 10 dicas da psicóloga Luana Ganzert para driblar a síndrome de fim de ano:
- Pratique técnicas de respiração profunda para aliviar o estresse.
- Mantenha uma rotina de exercícios físicos para reduzir sintomas de ansiedade.
- Tenha uma alimentação equilibrada, pois certos alimentos podem ser gatilho para a ansiedade.
- Procure dormir bem.
- Reserve um tempo para atividades relaxantes, como leitura ou meditação.
- Aprenda a dizer não quando necessário, evitando sobrecarregar sua agenda.
- Delegue tarefas se necessário.
- Estabeleça um limite de uso das redes sociais, evitando comparações prejudiciais.
- Busque apoio social e emocional com amigos e familiares.
- Se necessário, procure ajuda de um profissional de saúde mental.
Para que o fim de ano não seja sinônimo de frustração, é importante estipular metas realistas. Ao planejar o que precisa ser feito, seja no trabalho ou em casa, priorize as tarefas mais urgentes e estabeleça um tempo específico para cada uma. Isso ajuda a evitar a sensação de sobrecarga. O mesmo vale para as resoluções para o próximo ano: crie objetivos de curto e longo prazo e mantenha o compromisso com seus projetos.
Autoria: Sarah Pacini