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STF analisa nesta terça se Moraes pode ser investigado por mensagens com Vorcaro

STF analisa nesta terça-feira pedido relacionado às mensagens atribuídas a Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro - Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

STF analisa nesta terça-feira pedido relacionado às mensagens atribuídas a Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro - Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Sessão começa às 10h e terá transmissão pela TV Justiça e pela internet; ministros vão avaliar pedido relacionado ao caso Master

O Supremo Tribunal Federal (STF) começa a analisar nesta terça-feira (15) se o ministro Alexandre de Moraes pode ser investigado por causa de mensagens trocadas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso Banco Master. A sessão está marcada para as 10h e será transmitida pela TV Justiça e pela internet.

A discussão chegou ao plenário depois que o ministro André Mendonça, antigo relator do caso Master, encaminhou as conversas para o presidente do STF, Edson Fachin. As mensagens foram encontradas pela Polícia Federal durante a análise do celular de Vorcaro.

Como será a sessão

Fachin, que passou a relatar o caso, deverá abrir a sessão e apresentar o relatório. Depois, a Procuradoria-Geral da República (PGR) terá espaço para se manifestar antes do início da votação.

O STF ainda não confirmou se Alexandre de Moraes poderá participar do julgamento. A participação do ministro Dias Toffoli também não está definida. Ele já havia declarado impedimento em processos relacionados ao caso Master.

A votação pode ser interrompida caso algum ministro apresente uma questão de ordem ou peça vista do processo.

Mensagens foram encontradas pela PF

As conversas vieram a público em 1º de setembro, quando Mendonça retirou o sigilo de parte dos documentos da investigação. Segundo a apuração, Vorcaro teria trocado cerca de 50 mensagens com um número atribuído a Moraes antes de ser preso, em novembro de 2025.

Em uma das mensagens, Vorcaro demonstrou preocupação com o avanço das investigações e mencionou o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Não há, segundo a reportagem, indícios de que Gonet ou Rodrigues tenham interferido nas investigações.

Em outra conversa, Vorcaro questionou Moraes sobre a possibilidade de ser alvo de um mandado de prisão. O banqueiro acabou preso em 17 de novembro de 2025 por determinação do então juiz federal Ricardo Leite.

Relação com o caso Master

Moraes não é o relator do caso Master no STF. O contato com Vorcaro passou a ser questionado depois que veio à tona que o escritório Barci de Moraes, ligado à família do ministro, prestou serviços ao banco.

A investigação do caso Master está relacionada à Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras e outros fatos envolvendo o Banco Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco de Brasília (BRB).

PGR questiona relatório da PF

Durante a tramitação do caso, o procurador-geral Paulo Gonet defendeu a anulação do relatório da Polícia Federal que reuniu as mensagens.

Segundo Gonet, Mendonça teria aprofundado a investigação sobre as conversas envolvendo Moraes sem autorização prévia do plenário do STF.

O ministro Alexandre de Moraes não apresentou, até o momento, manifestação específica sobre o conteúdo das mensagens. Após o envio do material a Fachin, Moraes havia incluído Mendonça no inquérito das fake news, mas a medida foi posteriormente desfeita pelo presidente do STF.

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