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Catedral da Sé esconde animais da fauna brasileira em sua arquitetura

Tatu, tucano e até sapo; por que a Catedral da Sé em São Paulo possui esculturas de animais escondidas em toda a sua estrutura?

Inaugurada em 1954 no marco zero da capital paulista, a Catedral da Sé guarda segredos artísticos que costumam passar despercebidos pela maioria dos visitantes que transitam diariamente por seu entorno.

Arquitetura neogótica com toque nacional

Embora tenha seguido rigorosamente a tradição neogótica europeia da época, a construção incorporou elementos visuais que celebram a biodiversidade do Brasil, destacando tanto a fauna quanto a flora do país.

De acordo com o arquiteto Rodrigo Ramos, a Sé possui estátuas de animais brasileiros como tatu, tucano, garça e lagarto, além da flora brasileira, como o café, cacau, caju, trigo e outras plantas.

O simbolismo na entrada da igreja

Os detalhes escultóricos localizados na fachada principal possuem um significado profundo ligado à cosmologia e à criação do universo, dividindo-se entre os principais elementos da natureza.

Segundo o guia Bruno Anjos, os quatro animais reproduzidos na entrada da catedral representam os quatro elementos usados na criação do mundo: o tatu representa o elemento terra, a garça representa o elemento água, o tucano representa o elemento ar e o lagarto, que é na verdade uma salamandra, representa o elemento fogo.

Marco histórico e impacto urbano

A decisão de erguer um templo de tamanha imponência naquele endereço era plenamente justificada pelo fato de que a Praça da Sé abriga o marco zero da cidade de São Paulo.

Décadas mais tarde, a inauguração da estação de metrô subterrânea — ponto de convergência entre as linhas que conectam a zona sul à norte e a oeste à leste — conferiu ainda mais relevância arquitetônica e circulação de pessoas à imponente edificação religiosa e sua região metropolitana.

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