Senadora de Mato Grosso do Sul confirmou que composição presidencial entrou na pauta de reunião realizada em Brasília
Senadora Tereza Cristina (PP-MS) admitiu pela primeira vez que pode integrar como vice a chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). A possibilidade foi discutida durante uma reunião entre os dois na quarta-feira (29), em Brasília.
Em publicação nas redes sociais, Tereza afirmou que o assunto entrou na pauta do encontro, mas ressaltou que não existe definição sobre a candidatura. Segundo ela, uma eventual composição dependerá de avaliações políticas e de negociações entre os partidos.

Declaração muda postura adotada anteriormente
A manifestação representa uma mudança em relação ao posicionamento apresentado pela senadora nos últimos meses.
Em 21 de julho, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que Tereza havia recusado integrar a chapa porque pretendia disputar a presidência do Senado em 2027.
Na ocasião, a possibilidade de participar da campanha presidencial era vista por aliados como um obstáculo ao projeto da parlamentar no Congresso.
Tereza exerce mandato no Senado por Mato Grosso do Sul até 2031 e integra o Progressistas.
Reunião não terminou com acordo
A assessoria da senadora confirmou a conversa, mas informou que nenhuma decisão foi tomada.
Até a divulgação da manifestação, Flávio Bolsonaro não havia detalhado publicamente o conteúdo do encontro.
Apesar de algumas publicações apontarem avanço na negociação, a posição oficial apresentada por Tereza é de que a composição ainda depende de entendimentos políticos.
PL tenta ampliar composição partidária
A escolha do candidato a vice ainda faz parte das negociações conduzidas pelo PL para ampliar a base de apoio à candidatura presidencial.
O partido busca uma aproximação com o Republicanos e com a federação formada por União Brasil e Progressistas. As legendas, porém, ainda discutem qual posição adotar na eleição nacional.
Uma aliança com partidos desse grupo poderia ampliar a estrutura política e o tempo disponível para propaganda eleitoral no rádio e na televisão.
Além de Tereza Cristina, outros nomes foram mencionados nas articulações, mas nenhuma indicação havia sido oficializada.
Escolha depende das direções partidárias
Mesmo que Tereza aceite participar da chapa, a indicação dependerá da aprovação das direções partidárias envolvidas e das regras eleitorais.
A manifestação da senadora, portanto, não representa confirmação de candidatura.
As convenções e deliberações partidárias serão responsáveis pela definição e pelo registro das chapas que disputarão a eleição presidencial.