Uma série de ocorrências recentes no Rio Dourados levou autoridades estaduais a exigirem medidas urgentes para proteger navegantes e pescadores. A sequência de acidentes mobilizou o Legislativo de Mato Grosso do Sul nesta terça-feira (20).
Riscos ampliados pelas fortes chuvas
O volume intenso de precipitações e a subida repentina das águas alteram drasticamente a dinâmica fluvial, criando armadilhas perigosas até mesmo para quem conhece bem a região. Mesmos dias após a chuva cessar, o nível elevado continua empurrando detritos e correntezas fortes.
“Vi diversos vídeos e relatos nas redes sociais mostrando embarcações sendo retiradas do Rio Dourados e a dimensão da cheia. As imagens também mostram tablados de madeira, instalados às margens do rio, sendo arrancados pela força da água e levados pela correnteza. Essas estruturas se tornam obstáculos flutuantes, muitas vezes difíceis de identificar, principalmente para quem navega em maior velocidade. Uma colisão com esses materiais pode provocar um acidente grave ou até o naufrágio de uma embarcação. É uma situação que exige atenção e medidas preventivas para proteger a vida de quem utiliza o rio”, destacou Renato Câmara.
Ações preventivas e sinalização
A proposta formalizada pelo deputado estadual Renato Câmara (Republicanos), vice-presidente da Assembleia Legislativa, foi enviada ao Comando-Geral do Corpo de Bombeiros Militar. O objetivo é intensificar campanhas educativas voltadas ao uso obrigatório de coletes salva-vidas, respeito ao limite de lotação das embarcações e checagem prévia das condições meteorológicas.
Além da conscientização, o documento pede a instalação de placas de advertência para alertar sobre trechos críticos, correntezas fortes e materiais submersos que coloquem em risco a integridade física de quem transita pelas águas sul-mato-grossenses.
Impacto da piracema na navegação
O cenário de alerta coincide com a reta final antes do início do período de defeso. Com a proximidade da piracema, o fluxo de pescadores aumenta nos rios da região, tornando ainda mais urgente a fiscalização e o suporte preventivo para evitar novas tragédias nas águas do Estado.
