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Trump autoriza entrada de Flávio Bolsonaro nos EUA, diz assessor

Flávio Bolsonaro recebeu autorização para entrar nos Estados Unidos, segundo assessor de Donald Trump - Foto: Reprodução

Flávio Bolsonaro recebeu autorização para entrar nos Estados Unidos, segundo assessor de Donald Trump - Foto: Reprodução

Governo americano sabia da ordem para entrega do passaporte e, segundo fonte, informou que senador poderia entrar no país

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou a entrada do senador Flávio Bolsonaro (PL) no país após a derrota dele no segundo turno da eleição presidencial, segundo um assessor do governo americano ouvido pela CNN. A informação foi divulgada nesta terça-feira (27), em meio à confirmação de que os Estados Unidos estão emitindo vistos para o senador e familiares.

Segundo o assessor, autoridades do governo Trump tinham conhecimento de que Flávio Bolsonaro tinha prazo para entregar os passaportes à Polícia Federal e, mesmo assim, informaram ao político brasileiro que sua entrada nos Estados Unidos seria permitida.

A confirmação ocorre no mesmo dia em que aliados de Flávio afirmaram que ele havia deixado o Brasil e chegado aos Estados Unidos acompanhado da mulher e das filhas. A rota utilizada e o local exato do desembarque não foram esclarecidos publicamente.

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Governo americano confirma emissão de vistos

O Departamento de Estado dos Estados Unidos confirmou à CNN que emitirá vistos para Flávio Bolsonaro e seus familiares e permitirá a entrada deles no país. A confirmação, porém, não significa necessariamente que tenha sido concedido asilo político, que é um procedimento diferente.

A informação sobre a autorização de entrada foi divulgada enquanto a situação do senador era acompanhada pelas autoridades brasileiras. Flávio havia sido intimado a entregar seus passaportes à Polícia Federal por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O prazo terminou às 11h desta terça-feira (27), mas o documento não foi entregue. Diante do descumprimento da ordem, a Polícia Federal cancelou os passaportes brasileiro comum e diplomático do senador e adotou medidas de alerta nos sistemas de controle migratório.

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Flávio é investigado no STF

A determinação de Moraes está relacionada a uma investigação que envolve Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz. O caso apura suspeitas de lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros, e tramita sob sigilo.

A Polícia Federal havia apontado risco de fuga ao solicitar ao STF a apreensão dos documentos. Entre os argumentos apresentados estavam declarações de Eduardo Bolsonaro defendendo que o irmão deixasse o Brasil em caso de derrota eleitoral, além da existência de estruturas no exterior.

Flávio perdeu o segundo turno para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no domingo (25). O senador nega as acusações relacionadas às investigações.

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Saída do Brasil ocorreu após derrota eleitoral

A confirmação da chegada aos Estados Unidos veio menos de 48 horas depois da derrota eleitoral. Aliados do senador e fontes ligadas ao governo americano confirmaram à Reuters que ele viajou para os Estados Unidos após não cumprir o prazo determinado por Moraes.

Até a publicação das informações, não havia confirmação pública sobre a rota utilizada para deixar o Brasil. Também havia versões divergentes sobre uma possível passagem pela Argentina.

O governo argentino afirmou anteriormente não ter registro oficial da entrada de Flávio no país. A Polícia Federal chegou a acionar autoridades argentinas para verificar a informação de que ele poderia ter usado o país como caminho para os Estados Unidos.

A situação agora envolve a decisão judicial brasileira que impedia a saída do senador, o cancelamento de seus passaportes e a autorização anunciada pelo governo americano para sua entrada nos Estados Unidos.

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