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UFMS incentiva adoção responsável de gatos abandonados

Iniciativa da universidade une acolhimento de felinos, educação ambiental e combate ao abandono de animais em Mato Grosso do Sul

A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), por meio de um projeto de extensão dedicado ao bem-estar animal, está buscando novos lares para três gatos que vivem no campus de Campo Grande. A ação integra um esforço maior de conscientização contra o abandono de animais, promoção da castração e atividades educativas voltadas à preservação ambiental.

O “Grupo de Proteção Felina UFMS”, coordenado pela professora Thais Fenelon, é responsável pelo cuidado diário dos felinos que circulam pela instituição. Além disso, o grupo organiza ações de sensibilização junto à comunidade acadêmica e também em escolas da região, reforçando a importância da guarda responsável dos animais domésticos.

Atualmente, três gatos estão aptos para adoção e aguardam por uma nova família. Os interessados devem preencher um formulário de adoção e passar por uma triagem conduzida pela equipe do projeto. A prioridade é garantir que os animais sejam acolhidos em ambientes seguros, sem acesso à rua, o que evita riscos como atropelamentos, maus-tratos ou novas situações de abandono.

Conheça os felinos disponíveis para adoção

Cada um dos gatos disponíveis tem uma história singular e características que exigem cuidados específicos, mas todos são saudáveis, castrados e já passaram por um processo de socialização com a equipe do projeto.

Fênix é um gato conhecido entre os frequentadores do campus. Ele vive há algum tempo na universidade, especialmente após perder sua companheira, que foi vítima de um ataque por cães. Desde então, Fênix tem levado uma vida solitária, circulando por áreas abertas do campus. Por sua trajetória, ele precisa de um lar tranquilo, protegido e livre de riscos externos. Idealmente, deve ser adotado por alguém que possa oferecer um ambiente seguro, sem acesso à rua.

Tiana, uma gata castrada, carinhosa e muito dócil, vive atualmente nas dependências do Instituto de Física (Infi). Ela já está habituada ao contato humano e se mostra bastante receptiva ao afeto. Seu novo lar deve ser igualmente seguro — como um apartamento com redes de proteção ou uma casa fechada — para garantir sua segurança e bem-estar.

Lina, a mais jovem do grupo, tem cerca de um ano de idade. Também castrada, é uma gatinha doce e bastante sociável, embora precise de um período de adaptação caso o adotante já tenha outros animais. Ela demonstra receio em relação a cães, por isso é preferível que seja acolhida em um ambiente sem cachorros. Assim como os demais, o acesso à rua não é recomendado.

Educação e responsabilidade

A iniciativa da UFMS vai além da simples adoção. Um dos pilares do projeto é a educação ambiental, com foco na responsabilidade que envolve cuidar de um animal doméstico. Em visitas a escolas e durante eventos internos, a equipe do Grupo de Proteção Felina realiza palestras e rodas de conversa para alertar sobre o impacto do abandono de animais e a importância da castração como forma de controle populacional.

Segundo a coordenadora do projeto, professora Thais Fenelon, o trabalho desenvolvido tem como objetivo principal a formação de uma consciência coletiva. “A presença de animais no campus é uma realidade em diversas universidades pelo país. Nosso foco é transformar essa situação em uma oportunidade de aprendizado, cuidado e transformação social”, destaca.

A castração é outro ponto de destaque no projeto. Todos os animais atendidos são castrados antes de serem disponibilizados para adoção. A prática contribui não apenas para o controle da população felina, mas também para a saúde dos próprios animais, reduzindo riscos de doenças e comportamentos agressivos.

Como adotar

O processo de adoção é simples, mas criterioso. Interessados devem preencher um formulário online, disponível nas redes sociais do Grupo de Proteção Felina UFMS. Após o envio das informações, um voluntário entra em contato para agendar uma entrevista e, em alguns casos, uma visita ao local onde o animal será acolhido. A ideia é garantir que os gatos sejam adotados por famílias comprometidas com sua segurança e bem-estar.

A universidade reforça que a adoção é um ato de amor, mas também de responsabilidade. “Não se trata apenas de levar um animal para casa, mas de assumir um compromisso de cuidado por toda a vida dele”, lembra a professora.

Com ações como essa, a UFMS se consolida como uma instituição comprometida não apenas com a educação formal, mas também com práticas cidadãs que impactam positivamente a sociedade e o meio ambiente.

Para saber mais sobre os gatos disponíveis e participar do processo de adoção, basta acessar as redes sociais do projeto ou procurar o Grupo de Proteção Felina diretamente no campus.


Autoria: Sarah Pacini.

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