Anuário aponta alta nas agressões domésticas em 2025; estado teve queda em stalking e violência psicológica
Mato Grosso do Sul registrou aumento nos principais indicadores de violência contra mulheres em 2025, na comparação com o ano anterior. Os dados são do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23).
Segundo o levantamento, os registros de lesão corporal dolosa em contexto de violência doméstica cresceram 19,4% no estado. Na variação geral dos indicadores analisados, a alta foi de 4,9%.
Medidas protetivas e agressões
O anuário também aponta cerca de 96 mil registros de descumprimento de medidas protetivas. Esse tipo de medida é determinado pela Justiça para proteger mulheres em situação de risco, mas depende do cumprimento efetivo para evitar novas ameaças e agressões.
No cenário nacional, os casos de lesão corporal dolosa em violência doméstica cresceram 2,6% em 2025. A taxa chegou a 261,7 ocorrências para cada 100 mil mulheres, o que representa ao menos uma agressão registrada a cada dois minutos no país.
Stalking e violência psicológica tiveram queda em MS
Apesar da alta em parte dos indicadores, Mato Grosso do Sul teve redução nos registros de perseguição, crime conhecido como stalking. Enquanto o Brasil registrou aumento de 30,1% nesse tipo de ocorrência, o estado teve queda de 7,8%.
Violência psicológica também caiu em Mato Grosso do Sul. O recuo foi de 44,5%, o maior entre os estados analisados. No Brasil, esse tipo de crime cresceu 16,9%, chegando a 55,6 ocorrências para cada 100 mil mulheres.
Violência sexual preocupa
Mato Grosso do Sul aparece na quinta posição entre os estados com as maiores taxas de estupro no país. De acordo com o levantamento, quase nove em cada dez vítimas de estupro registradas no Brasil em 2025 eram mulheres.
Entre as mulheres, as taxas chegaram a 16,5 registros de estupro e 51,3 registros de estupro de vulnerável para cada 100 mil mulheres.
Como pedir ajuda
Em caso de emergência, a orientação é ligar para o 190, telefone da Polícia Militar, que funciona 24 horas.
Também é possível acionar o Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher do governo federal. O serviço recebe denúncias, encaminha casos aos órgãos responsáveis e informa sobre direitos e locais de atendimento.
Mulheres em situação de violência também podem procurar uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher ou uma delegacia de Polícia Civil fora do horário comercial.
