Vitória Regina, de 17 anos, foi sequestrada e brutalmente assassinada em São Paulo. Três suspeitos estão sob investigação enquanto a polícia busca respostas para o crime que comoveu o país.
O caso de Vitória Regina de Sousa, uma jovem de 17 anos sequestrada e assassinada na Grande São Paulo, continua a chocar o Brasil. A adolescente, que desapareceu no dia 26 de fevereiro de 2025, foi encontrada morta uma semana depois, em uma área de mata fechada, a cerca de 5 km de sua casa. O corpo apresentava sinais de tortura e três facadas, indicando que o crime ocorreu em outro local, ainda desconhecido pelas autoridades. A polícia investiga três suspeitos e busca evidências para esclarecer os motivos por trás do assassinato brutal.
Vitória era a caçula de uma família de seis irmãos e era descrita por seus familiares como uma jovem alegre, trabalhadora e sempre disposta a ajudar. “Ela era menina de coração bom. Quando precisava comprar leite para o meu filho e eu não tivesse dinheiro, prontamente ela me mandava”, contou Weronica Alves de Sousa, irmã da vítima, em entrevista emocionada. A avó de Vitória, Virginea Maria de Souza, também compartilhou suas lembranças: “Eu chamava ela de minha princesa, minha princesa. Ela era muito linda, sempre satisfeita com a vida.”
A jovem havia deixado os estudos para trabalhar, mas sonhava em retornar à escola. No dia de seu desaparecimento, Vitória havia saído do shopping onde trabalhava e pegou um ônibus para voltar para casa. Ao chegar ao ponto de conexão para o segundo ônibus, ela enviou uma mensagem para uma amiga, expressando medo de dois homens que estavam próximos a ela. Mais tarde, ela informou à amiga que estava mais tranquila, pois os homens não haviam descido no mesmo ponto. No entanto, minutos depois, Vitória enviou outra mensagem alarmada, relatando que dois homens em um carro fizeram comentários desconfortáveis e seguiram em direção a uma favela.
Esse foi o último contato que alguém teve com a jovem. Com o carro do pai quebrado, Vitória precisaria caminhar quase 1 km até sua casa, mas nunca chegou ao destino. Seu desaparecimento mobilizou mais de 100 policiais em operações de busca, que duraram uma semana até o triste desfecho: o corpo de Vitória foi encontrado em uma área de mata, com marcas de violência.
As investigações apontam para três principais suspeitos. O primeiro é Gustavo Vinícius Moraes, ex-namorado de Vitória. Apesar de afirmar que não mantinha contato com a jovem há quatro meses, ele foi implicado após uma ligação de Vitória para ele no dia do desaparecimento. O segundo suspeito é Maicol Sales dos Santos, cujo carro foi visto nas proximidades do local onde Vitória sumiu. A perícia encontrou um fio de cabelo no veículo, e exames de DNA estão em andamento para confirmar se o material pertence à vítima. O terceiro suspeito é Daniel Lucas Pereira, acusado de filmar o trajeto de Vitória entre o ponto de ônibus e sua casa.
Todos os três suspeitos negaram envolvimento no crime. A polícia segue coletando provas para identificar os responsáveis e entender a motivação por trás do assassinato. O diretor da Polícia Civil da Grande São Paulo, Luiz Carlos do Carmo, afirmou que a prioridade é reunir evidências concretas para colocar os suspeitos na cena do crime.
O caso gerou comoção nacional, e o pai de Vitória, Carlos Alberto Souza, fez um apelo emocionado durante entrevista: “Porque todo pai e toda mãe que ouvir essa entrevista, eu só falo uma coisa para ele: cuide bem de quem anda ao redor dos seus filhos, porque você não sabe quem é.”
O corpo de Vitória foi enterrado no dia 6 de março, mas a busca por justiça está longe de terminar. A polícia continua trabalhando para esclarecer os detalhes do crime e garantir que os responsáveis sejam punidos. Enquanto isso, a família e amigos de Vitória lutam para preservar a memória da jovem, lembrando-a como uma pessoa de coração bondoso e cheia de sonhos.
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Autoria: Sarah Pacini