Fortuna de Walter Salles é resultado de sua herança familiar em setores bancário e de mineração, além de sua carreira no cinema.
Walter Moreira Salles Júnior, cineasta de renome mundial e diretor do aclamado filme Ainda Estou Aqui, figura entre as personalidades mais ricas do Brasil, com uma fortuna estimada em US$ 4,5 bilhões, conforme o ranking em tempo real da Forbes. Embora seja amplamente reconhecido por sua contribuição ao cinema brasileiro, sua vasta fortuna não vem das telas, mas de sua herança familiar ligada a duas áreas de grande sucesso: o setor bancário e a mineração.
Walter Salles é neto de João Moreira Salles, o fundador da Casa Bancária Moreira Salles, instituição que viria a se transformar no Unibanco e, posteriormente, no Itaú Unibanco, um dos maiores bancos privados do Brasil. Embora Walter não atue diretamente nos negócios financeiros da família, seus irmãos, Fernando e Pedro, mantêm suas posições de destaque na gestão do conglomerado financeiro. Pedro, por exemplo, é o presidente do Conselho de Administração do Itaú Unibanco, enquanto Fernando ocupa o cargo de presidente do conselho da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), líder global na produção de nióbio, com 80% do mercado mundial. Essa gigante da mineração tem forte presença internacional, com escritórios na América do Norte, Europa e Ásia.
A fortuna da família Moreira Salles, além do banco e da CBMM, é administrada por um family office que detém cerca de R$ 54,1 bilhões sob gestão. De acordo com a Forbes, Fernando e Pedro são mais ricos que Walter, com fortunas estimadas em US$ 6,6 bilhões e US$ 6,2 bilhões, respectivamente, enquanto João e Walter compartilham a cifra de US$ 4,5 bilhões.
Essa imensa riqueza permite a Walter Salles, que possui uma trajetória consolidada no cinema, investir em projetos artísticos sem a pressão financeira que muitos cineastas enfrentam. Seu envolvimento com o cinema não se limitou a dirigir grandes filmes como Central do Brasil (1998), que lhe conferiu o Urso de Ouro no Festival de Cinema de Berlim, ou Diários de Motocicleta (2004), que recebeu o Prêmio Bafta. Em 1987, ele e seu irmão João fundaram a produtora Videofilmes, que se tornaria um ponto de apoio para suas produções cinematográficas com um olhar crítico sobre temas sociais e culturais.
A relação de Walter Salles com o mercado cultural e artístico também é reforçada pelo legado do Instituto Moreira Salles (IMS), criado por seu pai Walther Moreira Salles, ex-ministro da Fazenda e diplomata, em 1990. O IMS se dedica à promoção e conservação das artes no Brasil, com ênfase em cinema, fotografia, música e artes plásticas. Esse compromisso com a cultura é algo que Walter, assim como os outros membros da família, sempre alimentou e incentivou.
Além de sua carreira no cinema, Walter Salles também está ligado ao mundo das artes por meio de sua esposa, a artista plástica Maria Kablin, herdeira da Klabin, uma das maiores produtoras de papel e celulose do Brasil. Juntos, eles têm dois filhos, Vicente e Helena.
Walter Salles, com sua fortuna proveniente de fontes muito além do cinema, representa um exemplo único de como a herança familiar pode alavancar uma carreira artística, permitindo-lhe criar sem limitações financeiras, algo essencial para sua liberdade criativa.
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Autoria: Sarah Pacini