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Disputa pela marca “Lagoinha” expõe racha na Família Valadão

Disputa pela marca “Lagoinha” expõe racha na Família Valadão

Pastor André Valadão move ação contra cunhado, enquanto a cantora Ana Paula Valadão se posiciona ao lado de Felippe, gerando divisão na Igreja Batista Lagoinha.

A Igreja Batista da Lagoinha, uma das maiores e mais influentes denominações evangélicas do Brasil, atravessa um momento delicado de disputa interna, com um intenso racha familiar que envolve membros da família Valadão. A crise foi desencadeada por uma ação judicial movida pelo pastor André Valadão, líder global da igreja, contra seu cunhado Felippe, que comanda a Lagoinha de Niterói. André acusa Felippe de usar indevidamente o nome “Lagoinha”, uma marca registrada e amplamente reconhecida no cenário religioso brasileiro, em suas igrejas, e busca uma indenização, além de tentar impedir o uso do nome.

A história da Igreja Batista da Lagoinha remonta a 1957, quando foi fundada por Márcio Valadão, patriarca da família, que liderou a expansão da congregação por mais de 50 anos. Hoje, a igreja conta com centenas de filiais no Brasil e no exterior, além de ser proprietária de uma emissora de televisão e outra de rádio, responsáveis pela transmissão dos cultos. A família Valadão, historicamente unida pela liderança religiosa, se vê agora dividida por questões de poder e propriedade da marca.

A disputa ganhou novos contornos quando Ana Paula Valadão, cantora gospel e irmã de André, se posicionou em defesa de Felippe e contra a ação do irmão. Em uma pregação virtual, Ana Paula manifestou publicamente sua opinião sobre o caso, o que levou à suspensão imediata da transmissão nos canais oficiais da igreja. Esse incidente acendeu um sinal de alerta na comunidade gospel, que tem acompanhado de perto o clima de tensão nos bastidores da instituição religiosa.

Esse episódio não só expõe a rivalidade entre os membros da família Valadão, mas também coloca em evidência os desafios que surgem quando interesses pessoais e comerciais entram em conflito dentro de uma organização religiosa de grande porte. A disputa pela marca “Lagoinha” está longe de ser resolvida, e seus desdobramentos podem afetar a imagem e a estrutura da igreja nos próximos anos.

Fonte: Sarah Pacini

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