Mudança na pré-candidatura do Democracia Cristã à Presidência da República expôs divergências internas e levou a um embate público entre lideranças. A sigla confirmou o nome do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa para a disputa, substituindo Aldo Rebelo, que contestou a decisão.
Anúncio e justificativa do partido
A oficialização foi feita por meio de nota assinada pelo presidente nacional da legenda, João Caldas. No comunicado, o partido afirma que a escolha representa uma tentativa de reconstruir a confiança nas instituições e responder ao cenário político atual.
O texto também destaca a trajetória de Barbosa, associando sua imagem a valores republicanos e à proposta de mudança no país.
Reação de Aldo Rebelo
A decisão foi criticada por Rebelo, que utilizou as redes sociais para manifestar insatisfação. O ex-deputado classificou a indicação como uma “afronta” às práticas políticas que defende.
No posicionamento, afirmou ainda que manterá sua pré-candidatura, ressaltando que projetos políticos devem ter caráter coletivo e não atender a interesses específicos.
Trajetória de Joaquim Barbosa
Ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Barbosa ganhou projeção nacional ao relatar o julgamento do mensalão. Foi o primeiro negro a presidir a Corte, entre 2012 e 2014.
Aposentado há cerca de uma década, passou a atuar na advocacia privada e já teve o nome cogitado em disputas presidenciais anteriores.
Cenário aberto no partido
A troca no comando da pré-candidatura evidencia um momento de indefinição dentro da legenda, com a coexistência de posicionamentos distintos sobre o rumo da disputa eleitoral.


