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Republicanos nega apoio a Flávio e descarta acordo por vaga no STF

Republicanos nega apoio a Flávio e descarta acordo por vaga no STF

Partido afirma que decisão sobre a eleição presidencial será tomada na convenção nacional e diz não ter negociado indicação à Corte

Direção nacional do Republicanos negou neste domingo (12) ter firmado apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. O partido também rejeitou a existência de qualquer negociação que envolvesse a indicação de seu presidente, o deputado federal Marcos Pereira, para uma futura vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

Em nota assinada por Pereira, a legenda afirmou que nunca discutiu um acordo nesses termos. A manifestação ocorreu depois da divulgação de informações segundo as quais o apoio ao senador estaria condicionado à indicação do dirigente partidário para o Supremo.

Partido ainda não definiu posição

Republicanos informou que sua posição oficial na disputa presidencial será definida durante a convenção nacional. Segundo a nota, uma pesquisa encomendada pela própria legenda identificou frustração de parte dos consultados com a pré-candidatura de Flávio e apontou preferência pela neutralidade nas eleições.

Declarações de dirigentes estaduais também revelam diferenças internas. Em Pernambuco, o presidente estadual do Republicanos, Silvio Costa Filho, declarou que o partido apoiará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Conforme o ex-ministro, outros diretórios defendem independência ou uma aliança com o candidato do PL.

Coordenação de Flávio também nega acordo

Coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, o senador Rogério Marinho (PL-RN) divulgou outra nota para negar que o Republicanos tenha condicionado eventual apoio à indicação de Marcos Pereira ao STF.

Marinho classificou a informação como falsa e afirmou que essa possibilidade nunca foi discutida ou negociada. As duas manifestações mantêm indefinida a composição nacional do Republicanos para a eleição presidencial.

Articulação enfrenta divisões regionais

Pré-campanha de Flávio tenta ampliar o diálogo com partidos do centro e da direita, mas enfrenta divergências regionais. A federação formada por União Brasil e Progressistas também encontra dificuldades para construir uma posição nacional devido aos diferentes interesses eleitorais nos estados.

O cenário ainda é marcado por atritos no PL e na família Bolsonaro. Neste sábado (11), o ex-presidente Jair Bolsonaro divulgou uma carta em que apresentou Flávio como seu candidato à Presidência e seu “porta-voz”. O senador publicou um vídeo lendo o documento em meio às divergências políticas envolvendo integrantes da família.

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