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Carne fora de tarifa dos EUA alivia pecuaristas de MS

Carne fora de tarifa dos EUA alivia pecuaristas de MS

Medida de 25% começou a valer nesta quarta; Famasul avalia que impacto no estado deve ser limitado

Pecuaristas de Mato Grosso do Sul receberam com alívio a lista de produtos brasileiros que ficaram fora da nova tarifa de 25% aplicada pelos Estados Unidos. A cobrança, anunciada pelo governo de Donald Trump, começou a valer nesta quarta-feira (22 de julho), mas não inclui a carne bovina, um dos principais itens exportados pelo estado.

Segundo a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), a decisão foi melhor do que o setor esperava. A avaliação considera informações da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que atuou na defesa dos produtores brasileiros nos Estados Unidos.

Presidente da Famasul, Marcelo Bertoni afirmou que a taxação “não atinge quase nada” em Mato Grosso do Sul. De acordo com ele, alguns cortes de madeira foram liberados e outros não.

Produtos isentos

Além da carne bovina, ficaram fora da tarifa itens como tilápia, alguns tipos de pescado, madeira e couros. Também aparecem na lista café, laranja, suco de laranja, cacau, especiarias, café solúvel sem adição de sabor e mel orgânico.

Para a Famasul, a nova lista reduz os impactos imediatos sobre a economia sul-mato-grossense. Mesmo assim, a entidade afirma que é preciso acompanhar possíveis mudanças na política comercial dos Estados Unidos.

Peso dos Estados Unidos nas exportações

Os Estados Unidos respondem por cerca de 5% das exportações do agronegócio de Mato Grosso do Sul. A China segue como principal destino da produção estadual, com 52,2% das vendas externas do setor.

Na primeira rodada de tarifas anunciada pelo governo norte-americano, produtores e empresas de Mato Grosso do Sul chegaram a demonstrar preocupação. Parte das vendas que poderia ir aos Estados Unidos acabou redirecionada para o México, segundo Bertoni.

Com a nova relação de produtos isentos, a avaliação do setor é de que a cobrança não deve causar impacto relevante nas exportações do estado.

Histórico recente

Em 2025, quatro frigoríficos de Mato Grosso do Sul chegaram a paralisar a produção de carne destinada aos Estados Unidos. Na época, a medida foi tomada para evitar acúmulo de estoques que não seriam vendidos.

Dados da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems) apontam que, em 2025, a carne bovina desossada e congelada foi o principal produto exportado pelo estado aos Estados Unidos, representando 45,2% do total e movimentando mais de US$ 142 milhões.

Em 2024, esse tipo de carne havia ficado em segundo lugar nas exportações de Mato Grosso do Sul para o mercado norte-americano, com 27,8% e cerca de US$ 78 milhões.

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