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Rede Cuidar atende 4,3 mil pacientes com feridas complexas em MS

Rede Cuidar atende 4,3 mil pacientes com feridas complexas em MS

Programa da Cassems reúne prevenção, tratamento hospitalar, atendimento ambulatorial e acompanhamento domiciliar

Mais de 4,3 mil pacientes já foram atendidos desde 2024 pela Rede Cuidar, programa da Cassems voltado à prevenção e ao tratamento de feridas complexas, estomias e complicações provocadas pelo diabetes em Mato Grosso do Sul.

Somente no primeiro semestre de 2026, a iniciativa recebeu 588 beneficiários e realizou 11.750 procedimentos. O volume inclui consultas, intervenções e retornos periódicos necessários para acompanhar a evolução das feridas até a cicatrização.

O trabalho é desenvolvido por uma equipe multidisciplinar e reúne atendimento hospitalar, acompanhamento em ambulatório e assistência domiciliar.

Programa atua na prevenção de amputações

Uma das principais frentes da Rede Cuidar é o atendimento a pacientes com pé diabético, condição que pode provocar feridas, infecções e perda de sensibilidade nos membros inferiores.

A falta de diagnóstico e tratamento adequados pode levar a complicações graves e à necessidade de amputação.

Dados citados pela instituição, com base no Ministério da Saúde, indicam que o Brasil registra uma amputação por hora relacionada ao pé diabético. Em 2022, foram contabilizados cerca de 10 mil procedimentos, média de 28 por dia.

A Rede Cuidar trabalha desde a identificação precoce das lesões até o tratamento de casos considerados mais complexos.

Linha de cuidado acompanha paciente em diferentes etapas

O atendimento começa ainda durante a internação, com ações de prevenção de lesões por pressão por meio do Projeto Lesão Zero.

Quando necessário, o paciente é encaminhado para a Linha de Cuidado do Pé Diabético, que busca controlar infecções, tratar feridas e reduzir o risco de amputação.

Após a alta hospitalar, o acompanhamento pode continuar no Ambulatório de Feridas ou pelo Serviço de Atendimento Domiciliar.

Segundo a coordenadora de Projetos e Procedimentos do hospital, Juliana Corrente, a combinação entre equipamentos específicos e capacitação profissional contribui para diminuir complicações e novas internações.

“Quando investimos em tecnologias avançadas e na capacitação contínua das nossas equipes, aceleramos o processo de cura. O resultado direto é a redução de complicações graves e reinternações”, afirmou.

Paciente evitou amputação após tratamento

Lemercier de Assis Ribeiro Lopes, de 58 anos, morador de Dourados, permaneceu internado por 32 dias após apresentar um quadro considerado delicado.

Durante o tratamento, ele chegou a ser informado sobre o risco de perder o pé. A equipe adotou medidas para controlar a infecção e acompanhar a evolução da lesão.

“Eu fiquei muito receoso, cheguei até a chorar. Mas entramos com o tratamento da equipe e, quando me deram alta, o médico disse: ‘foi um milagre, porque eu ia amputar seu pé’”, relatou.

Acompanhamento também ocorre após amputações

O programa atende ainda pessoas que já passaram por amputações e precisam impedir o avanço de novas lesões.

Lourival Mesquita Ramos, de 68 anos, também de Dourados, teve o dedão do pé amputado após complicações relacionadas ao diabetes.

Segundo ele, o acompanhamento técnico e emocional foi importante para recuperar a expectativa de melhora e evitar que a amputação avançasse para outras partes do membro.

“Eu não dei pelota para a minha diabetes, nunca cuidei. Chegou a um ponto que teve que amputar o dedão do pé. O risco era ir cortando o pé para cima”, contou.

Atendimento reúne tratamento físico e apoio emocional

Além das intervenções clínicas, a Rede Cuidar oferece orientação a pacientes com estomias e diferentes tipos de feridas.

A proposta é garantir continuidade ao tratamento, inclusive após a saída do hospital, e reduzir o risco de agravamento das lesões.

A instituição afirma que o modelo também busca diminuir reinternações e melhorar a recuperação dos pacientes por meio do acompanhamento contínuo.

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