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Sucuri-amarela com dezenas de carrapatos chama atenção no Pantanal

Sucuri-amarela com dezenas de carrapatos chama atenção no Pantanal

Registro feito em Mato Grosso do Sul mostra parasitas concentrados na cauda; biólogo explica que fenômeno pode ocorrer em répteis

Sucuri-amarela coberta por dezenas de carrapatos chamou a atenção nas redes sociais após ser registrada no Pantanal de Mato Grosso do Sul. Os parasitas estavam concentrados principalmente na região da cauda da serpente.

As imagens foram feitas pelo guia de turismo e produtor de conteúdo Zé Mineiro. Apesar do aspecto incomum, a presença de carrapatos em cobras é considerada um fenômeno natural.

Segundo o biólogo Henrique Abrahão, os parasitas não utilizam apenas mamíferos como hospedeiros. Eles também podem se alimentar em aves e répteis, como lagartos, jabutis, jacarés e serpentes.

Dobras da pele facilitam a fixação

Nas sucuris, os carrapatos costumam se prender em pontos nos quais as escamas são mais finas ou a pele apresenta pequenas dobras.

Essas regiões facilitam a perfuração da pele e permitem que o parasita permaneça preso enquanto se alimenta.

Pela quantidade observada no vídeo, o especialista considera possível que a serpente tenha permanecido fora da água por um período prolongado, o que teria favorecido o acúmulo dos carrapatos.

Água pode ajudar a retirar parasitas

A sucuri-amarela tem hábitos semiaquáticos e passa parte do tempo em rios, brejos e áreas alagadas.

Ao permanecer submersa por longos períodos, a cobra pode conseguir se livrar de parte dos carrapatos. No entanto, esses parasitas possuem elevada resistência e alguns podem continuar presos ao corpo.

“Se ela passar um bom tempo dentro da água, pode ser que se livre de alguns carrapatos. Lembrando que eles têm uma resistência fenomenal”, explicou o biólogo.

Troca de pele também favorece remoção

Outro mecanismo que pode ajudar a serpente é a troca de pele, processo conhecido como ecdise.

Durante a renovação, parte dos carrapatos pode ser eliminada junto com a camada antiga. Parasitas fortemente presos, porém, podem permanecer até completar a alimentação ou se soltar naturalmente.

Uma pequena quantidade normalmente não representa risco elevado para uma serpente adulta e saudável.

Infestações intensas podem provocar irritações, ferimentos na pele, perda de sangue e aumentar a possibilidade de infecções.

Espécie vive em ambientes alagados

Menor que a sucuri-verde, a sucuri-amarela pode medir entre 2,4 e 4,6 metros e pesar cerca de 30 quilos. Alguns exemplares podem alcançar aproximadamente 40 quilos.

As fêmeas geralmente são maiores que os machos. A espécie não possui peçonha e mata as presas por constrição, enrolando o corpo ao redor delas.

A alimentação inclui peixes, aves, ovos, outros répteis e pequenos mamíferos. Em algumas situações, também pode capturar animais maiores.

A espécie é encontrada principalmente em pântanos, brejos e outras áreas úmidas, características presentes em diferentes regiões do Pantanal.

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