Morador de Cali relata momentos de medo durante terremoto de magnitude 7,4 que matou mais de 100 pessoas e deixou cidades em ruínas
Saul Paz Martinez, de 69 anos, estava em casa com a mulher, o filho e uma amiga quando o chão começou a tremer em Cali, no oeste da Colômbia. À medida que o movimento se intensificava, os quatro correram para um ponto que consideravam mais seguro e esperaram o terremoto passar.
Depois, cercado pelos danos provocados pelo tremor, Martinez resumiu a sensação de quem viu a própria casa chegar perto do limite.
“Se tivesse durado mais cinco segundos, acho que não teria sobrado nada. Acho que realmente chegamos ao limite da resistência”, afirmou.
O terremoto de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia na manhã de segunda-feira (10) e deixou mais de 100 mortos, centenas de feridos e construções destruídas em diferentes cidades. O epicentro foi localizado na região de San José del Palmar, no departamento de Chocó.
Famílias correram para deixar suas casas
Martinez contou que estava na sala de jantar quando percebeu que o tremor aumentava de intensidade.
Diante do risco de a residência não resistir, ele e as outras três pessoas que estavam no imóvel correram para uma área considerada mais segura.
Depois do terremoto, o cenário ao redor era de imóveis danificados e moradores tentando entender a dimensão do desastre.
O colombiano relatou preocupação especialmente com famílias em situação mais vulnerável e pediu ajuda para as vítimas que perderam casas ou foram afetadas pelo tremor.
Desabamento ‘soou como uma bomba’ em Cali
Em outra região de Cali, Juan Carlos Osorio ajudava moradores na retirada de escombros quando descreveu o momento em que um prédio desabou.
Segundo ele, o barulho provocado pela queda da estrutura parecia o de uma explosão.
Vizinhos passaram a trabalhar juntos na remoção dos destroços enquanto aguardavam equipamentos mais adequados.
“Todos nós, vizinhos, estamos trabalhando juntos, formando correntes humanas. Precisamos de equipamentos pesados. Há muitas pessoas presas”, relatou.
Cali está entre as cidades que registraram danos importantes depois do terremoto. Construções desabaram ou tiveram partes comprometidas, e equipes especializadas passaram a procurar pessoas presas sob os escombros.
Moradores ajudam nas buscas
Nas regiões mais atingidas, moradores se juntaram aos socorristas nas primeiras horas após o terremoto.
Parte do trabalho foi feita manualmente, com a retirada de pedaços de concreto e outros materiais das construções que desabaram.
Ao mesmo tempo, equipes especializadas continuaram vasculhando estruturas instáveis na tentativa de localizar sobreviventes.
O terremoto também provocou danos em hospitais e aeroportos, além de atingir residências e edifícios comerciais.
Risaralda concentra grande número de vítimas
Entre as regiões mais afetadas está o departamento de Risaralda, onde fica Pereira.
Na cidade, o balanço mencionado no material divulgado apontava 60 mortos até o fim da tarde de segunda-feira.
Prédios sofreram danos extensos e parte das estruturas desabou, mantendo as equipes de emergência mobilizadas durante a noite e a madrugada.
Relatos internacionais também apontaram Pereira entre os pontos de maior destruição provocada pelo terremoto.
Tremor atingiu várias cidades
O terremoto ocorreu às 7h34 no horário local e teve magnitude 7,4, segundo o Serviço Geológico Colombiano.
O epicentro foi localizado próximo a San José del Palmar, em Chocó. O tremor foi percebido em cidades como Cali, Pereira, Manizales, Bogotá e outras regiões do centro e oeste do país.
A força do terremoto provocou evacuações e levou milhares de moradores às ruas.
Edifícios apresentaram rachaduras, fachadas se desprenderam e algumas construções sofreram colapso total ou parcial.
Buscas continuam nos escombros
Equipes de emergência permanecem mobilizadas para localizar desaparecidos e retirar sobreviventes de estruturas destruídas.
O trabalho ocorre em meio ao risco representado por prédios danificados e à necessidade de equipamentos pesados para alcançar áreas soterradas.
Enquanto os socorristas avançam, moradores tentam recuperar pertences e avaliar se ainda é possível permanecer nas próprias casas.
Para famílias como a de Saul Paz Martinez, os segundos de duração do terremoto foram suficientes para mudar completamente a rotina e deixar a sensação de que uma tragédia ainda maior esteve muito próxima.


