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Capivara ferida por flecha entra em rio e resgate é adiado em Campo Grande

Capivara ferida por flecha entra em rio e resgate é adiado em Campo Grande

PMA e equipe veterinária localizaram o animal, mas sedação foi suspensa por risco de afogamento; buscas voltam nesta sexta-feira

Buscas por uma capivara encontrada com uma flecha cravada no corpo serão retomadas nesta sexta-feira (28), em Campo Grande. O animal foi localizado pela Polícia Militar Ambiental (PMA) nesta quinta-feira (27), às margens do Rio Anhanduí, mas entrou na água antes que o resgate pudesse ser realizado.

Uma veterinária do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) também foi acionada para acompanhar a ocorrência. Segundo a PMA, a sedação precisa ser feita com a capivara em área seca, já que o procedimento dentro do rio poderia causar afogamento.

Diante da impossibilidade de fazer a captura com segurança, as equipes interromperam a tentativa e programaram nova busca para esta sexta-feira.

Animal foi encontrado por moradores

Capivara havia sido vista inicialmente por moradores nas proximidades da Avenida Thyrson de Almeida. O animal estava em uma área de vegetação perto de uma estação de tratamento de esgoto, próximo à Rua Pirituba.

Imagens mostraram a flecha presa na região do pescoço do animal. A situação mobilizou moradores e levou ao acionamento da Polícia Militar Ambiental.

Posteriormente, a capivara foi encontrada na região do prolongamento da Avenida Ernesto Geisel, no bairro Guanandi, às margens do Rio Anhanduí.

Sedação só pode ocorrer em local seguro

Para realizar o resgate, os profissionais precisam primeiro sedar o animal.

O procedimento, porém, não pode ser feito enquanto a capivara estiver dentro ou muito próxima da água, porque o efeito do sedativo pode comprometer os movimentos e provocar afogamento.

Por isso, a estratégia será localizar novamente o animal em uma área seca e segura para permitir a intervenção veterinária e posterior encaminhamento para atendimento.

Autor do disparo ainda não foi identificado

Até o momento, não há informação sobre quem teria atingido a capivara com a flecha.

A caça de animais silvestres é proibida, e ferir ou mutilar animais pode configurar crime ambiental.

A Lei de Crimes Ambientais prevê pena de detenção de três meses a um ano, além de multa, para práticas de abuso, maus-tratos, ferimento ou mutilação de animais silvestres, domésticos, domesticados, nativos ou exóticos.

Denúncias podem ser feitas pelo telefone 190 e, segundo as orientações divulgadas, podem ser registradas de forma anônima.

Buscas continuam nesta sexta

PMA e profissionais envolvidos no resgate devem retornar à região nesta sexta-feira para tentar localizar novamente a capivara.

O objetivo é conseguir aproximar-se do animal em local seco, realizar a sedação com segurança e retirar a flecha para que ele receba atendimento veterinário.

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