Primeira unidade própria da Cassems, hospital ampliou estrutura e hoje atende pacientes de Dourados e de outras cidades da região
Primeira unidade da rede própria da Cassems, o Hospital Cassems de Dourados completa 22 anos nesta terça-feira (1º) com uma estrutura muito maior do que aquela inaugurada em 2004.
O hospital começou com cerca de 4 mil metros quadrados e uma estrutura voltada principalmente para atendimentos de menor complexidade. Duas décadas depois, a unidade se tornou o maior hospital da rede própria da Cassems no interior de Mato Grosso do Sul.
Parte importante dessa transformação ocorreu em 2023, com a inauguração de um novo prédio de mais de 13,5 mil metros quadrados. A estrutura foi planejada para ampliar a capacidade de atendimento e reduzir a necessidade de transferência de pacientes para Campo Grande ou outros grandes centros.
Segundo a Cassems, a unidade atende aproximadamente 49 mil beneficiários da região.


Hospital passou por grande expansão
Atualmente, o hospital conta com 163 leitos, distribuídos entre diferentes áreas de atendimento.
São 30 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), 49 de clínica médica, 44 de clínica cirúrgica, 20 de oncologia, 10 de pediatria e outros 10 destinados à Day Clínica.
A estrutura também possui sete salas cirúrgicas, pronto-atendimento 24 horas, centros de diagnóstico por imagem, centro de infusão e serviço de hemodiálise.
O hospital oferece ainda atendimento em mais de 18 especialidades médicas.
Para Jean Davi, gerente da unidade há 18 anos, o crescimento foi acompanhado pela preocupação em melhorar não apenas a estrutura, mas também o atendimento.
“Naquela época, a estrutura era muito fragilizada, nosso centro cirúrgico tinha duas salas cirúrgicas e a UTI tinha dois ou três leitos. Era tudo bem pequeno, mas o objetivo era grande”, afirmou.
Duas décadas de histórias dentro do hospital
O crescimento também aparece na trajetória dos profissionais que acompanharam a evolução da unidade.
Cláudia Morais, coordenadora de recepção, trabalha no hospital há 20 anos. Ela lembra que, no início, muitos processos ainda eram feitos manualmente.
Para ela, a mudança tecnológica não eliminou a importância do contato humano.
“Escutar e ajudar quem precisa nos traz a sensação diária de dever cumprido”, relatou.
O enfermeiro Fabrício Bezerra também soma duas décadas de atuação na instituição. Entre as lembranças mais marcantes, estão os períodos de enfrentamento à gripe H1N1 e à pandemia de Covid-19.
Segundo ele, o hospital esteve envolvido no atendimento de pacientes durante momentos considerados especialmente difíceis para a saúde da região.
Oncologia ganhou espaço
A expansão também alcançou áreas especializadas, entre elas a oncologia.
Segundo o coordenador do setor, médico Davi Infante Vieira, que trabalha há oito anos na instituição, a ampliação da estrutura ajudou a mudar as condições de atendimento a pacientes com câncer em Dourados e em cidades da região.
“O hospital oferece um atendimento de qualidade, com infraestrutura similar à dos grandes centros, não só para os beneficiários, mas para toda a população do cone sul do estado”, afirmou.
O médico também destacou a combinação entre tecnologia e atendimento humanizado como uma das características do serviço.
Próximos passos incluem novas tecnologias
Para a direção da unidade, os 22 anos representam também uma etapa de preparação para novos investimentos.
Jean Davi afirma que a intenção é ampliar a capacidade de atendimento e incorporar tecnologias que já estão disponíveis em outras unidades da rede.
Entre os projetos citados estão cirurgias robóticas e transplante de medula, serviços que, segundo ele, já existem em Campo Grande.
A ideia é manter a expansão da estrutura e aumentar a capacidade de resolver casos complexos no interior, reduzindo a necessidade de deslocamento de pacientes para a Capital.


