
Investigações sobre o transporte público de Campo Grande foram engavetadas, enquanto problemas com a frota e tarifas seguem sem solução.
Nos últimos 10 anos, pelo menos sete tentativas de criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte público em Campo Grande, fracassaram na Câmara Municipal. Apesar das constantes denúncias sobre a precária qualidade do serviço prestado, as investigações foram arquivadas, e o problema persiste: frota sucateada, superlotação e falta de acessibilidade continuam a afetar os usuários.
O primeiro pedido de CPI surgiu em 2015, após o aumento da tarifa, mas não houve avanço na Casa de Leis. Anos depois, novos pedidos e denúncias à Justiça também ficaram sem resposta. Em 2016, a Câmara chegou a sugerir que a Prefeitura assumisse a investigação, mas novamente, o caso foi esquecido. A situação revelou um cenário de descaso com o transporte público, enquanto o Consórcio Guaicurus continuava a aumentar os preços da tarifa sem melhorias significativas.
Em 2019, com a frota parada e os ônibus superlotados, o ex-vereador Vinícius Siqueira tentou instaurar uma CPI, mas o pedido não obteve as assinaturas necessárias. A delação premiada que envolvia a licitação de 2012 e um protesto contra os atrasos no transporte também não foram suficientes para fazer avançar as investigações. Em 2020, a situação piorou com ônibus “vencidos” circulando, mas a Câmara mais uma vez ignorou os pedidos de apuração.
O último capítulo ocorreu em 2021, quando uma nova tentativa de investigação pelo vereador Marcos Tabosa obteve 12 assinaturas, mas, após análise da Procuradoria, o pedido foi arquivado por ser considerado excessivamente amplo. Enquanto isso, os problemas enfrentados pelos passageiros do transporte público seguem sem solução.
Para mais notícias sobre tudo o que acontece em Campo Grande, acesse o Portal E-Brasil.
Autoria: Sarah Pacini.

