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Uso de Cheque Desaba 18% com a chegada do PIX

Cheque sem fundo pode sujar seu nome? Entenda! - Consultas Prime

Mesmo com o crescimento de meios digitais, o cheque continua a ser opção para transações de maior valor

O uso de cheques no Brasil registrou uma queda de 18% em 2024, com 137,6 milhões de documentos compensados, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). A redução é reflexo da popularização de meios de pagamento digitais, como o Pix, que já dominam as transações do dia a dia. O volume financeiro movimentado pelos cheques foi de R$ 523,19 bilhões, ainda significativo, mas representando uma diminuição de 14,2% em relação ao ano anterior.

Apesar da queda acentuada, o cheque permanece uma alternativa importante para transações de maior valor. De fato, o valor médio dos cheques subiu de R$ 3.617,60 para R$ 3.800,87, evidenciando o uso desse meio para pagamentos mais elevados. Esse comportamento reflete a resistência de algumas pessoas ao ambiente digital, bem como a preferência de certos comerciantes que ainda não aceitam outros métodos de pagamento.

Segundo Walter Faria, diretor-adjunto da Febraban, o cheque ainda é utilizado como garantia ou em regiões com dificuldades de acesso à internet, fatores que ajudam a explicar sua continuidade no mercado. No entanto, o Pix segue como a opção preferida para transações menores e mais rápidas, consolidando-se como a solução mais eficiente para pagamentos diários.

Os dados de 2024 reforçam uma tendência clara: enquanto o cheque segue presente, ele está se tornando cada vez mais restrito a transações de grande porte. O avanço da tecnologia e a comodidade dos pagamentos instantâneos garantem que o Pix continue a ser a principal forma de pagamento no Brasil.

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Autoria: Sarah Pacini.

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