Artesanato ecológico em Campo Grande transforma resíduos em acessórios para pets

Artesanato ecológico em Campo Grande transforma resíduos em acessórios para pets

Moradores em situação de vulnerabilidade social de todas as sete regiões urbanas e dos dois distritos de Campo Grande estão participando de oficinas de artesanato sustentável promovidas pelo Fundo de Apoio à Comunidade (FAC). O projeto une economia circular, conscientização ambiental e capacitação profissional para criar novas fontes de renda através do reaproveitamento de materiais que teriam como destino o aterro sanitário da cidade.

Transformação de resíduos em novos produtos

A iniciativa transforma sobras como caixas de madeira de hortifrúti, roupas de malha inutilizadas e uniformes empresariais que saíram de circulação. Sob a supervisão da professora de artesanato do órgão, Maria do Carmo, que possui mais de 23 anos de atuação na área, os itens ganham novos formatos e viram caminhas e roupinhas para animais de estimação, comercializadas posteriormente em feiras locais.

O processo criativo depende diretamente dos insumos repassados à instituição municipal. “As possibilidades são as mais diversas possíveis. Quando o material chega aqui, nós olhamos e percebemos o que é possível produzir com cada roupa que chega, como uniformes de empresas que retiramos a logo e transformamos também em roupinhas de pets”, explica a professora.

Geração de renda e expansão do mercado pet

Além de diminuir a pegada ecológica urbana, a reutilização de suprimentos fomenta a autonomia financeira de dezenas de famílias amparadas pela assistência social do município.

“A sustentabilidade é um compromisso, uma ação que nos ensina a mudar o comportamento ao nos relacionarmos com o meio ambiente. Ela também permite possibilidades em diversos segmentos, como a economia criativa e circular, cooperativismo, geração de renda e o descarte correto de resíduos, sempre atentos ao futuro da sociedade no nosso planeta”, destaca a presidente do FAC, Adir Diniz.

O foco na fabricação de acessórios voltados para o público animal acompanha o ritmo de expansão do setor no Brasil. Dados da Associação Brasileira das Empresas do Setor de Animais de Estimação (Abempet) apontam que o país detém a terceira maior população de pets no planeta, acumulando um faturamento de R$ 77,96 bilhões em 2025. Para 2026, a projeção da entidade aponta alta de 4,35%, podendo alcançar R$ 81 bilhões em receita.

Com a venda dos artigos em feiras organizadas pelas próprias participantes, o projeto assegura recursos financeiros imediatos para os lares e reforça a importância do descarte correto em Campo Grande.

Fonte: Prefeitura de Campo Grande - MS

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