Mato Grosso do Sul reconhece fissura labiopalatina como deficiência

Mato Grosso do Sul reconhece fissura labiopalatina como deficiência

Moradores de Mato Grosso do Sul que apresentam fissura labiopalatina, anomalias craniofaciais congênitas e síndromes associadas passam a ter a possibilidade de serem legalmente reconhecidos como pessoas com deficiência, conforme estabelecido pela Lei 6.643 de 2026, divulgada no Diário Oficial do Estado.

Requisitos legais para o enquadramento A medida tem origem em uma proposição da deputada Lia Nogueira (PSDB) e estabelece que o enquadramento dependerá do atendimento aos critérios fixados pela Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei Federal nº 13.146).

Conforme a normativa federal, é considerada pessoa com deficiência aquela que possui impedimento de longo prazo de caráter físico, mental, intelectual ou sensorial. Tal condição, quando combinada com barreiras diversas, pode limitar a participação ativa e igualitária na sociedade.

Desafios e tratamento da condição A fissura labiopalatina consiste em uma malmalformação congênita que impacta diretamente capacidades essenciais, a exemplo da fala, da audição, da respiração e da alimentação. Por causa disso, os pacientes frequentemente demandam cirurgias reparadoras e suporte multidisciplinar prolongado.

A autora da matéria legislativa destacou que a regulamentação proporciona maior solidez jurídica e eficácia às ações voltadas à inclusão. A parlamentar pontuou que tais alterações anatômicas geram limitações de ordem física, funcional, estética e social que dificultam a integração plena dos indivíduos.

“Registra-se, ainda, que propostas semelhantes já foram adotadas por outras unidades da Federação, demonstrando a relevância social do tema e a necessidade de fortalecimento da rede de proteção às pessoas acometidas por essas condições congênitas”, explicou Lia Nogueira.

Com a sanção da norma, o estado se alinha a outras regiões do país que já adotaram providências semelhantes, visando assegurar direitos fundamentais e fortalecer a rede de suporte a esse público.

Fonte: ALEMS

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