Lançado no mercado brasileiro em outubro de 2020 graças a um acordo de livre-comércio com o México, o Mercedes-Benz GLB rapidamente conquistou espaço entre os consumidores que procuravam um SUV médio premium com capacidade para sete passageiros. Posicionado estrategicamente entre o GLA e o GLC, o modelo tornou-se o utilitário esportivo mais vendido da fabricante no país.
Evolução das versões e motorização
Após a estreia da edição limitada Launch Edition, a linha passou a ser composta pelas configurações Advance (entrada) e Progressive (topo de linha), ambas equipadas com o motor M282 e a transmissão 7G-DCT de dupla embreagem com sete marchas. Desenvolvido em parceria com a Renault, este propulsor move os 1.555 kg do veículo de 0 a 100 km/h em 10,3 segundos, registrando médias de 10,2 km/l na cidade e 13,5 km/l na estrada.
Com dimensões generosas — 4,63 metros de comprimento, 2,82 metros de entre-eixos e 1,7 metro de altura —, o interior herdeiro do conceito de minivan oferece excelente modularidade. É possível utilizar a terceira fileira de assentos ou aproveitar até 1.680 litros de capacidade no porta-malas com os bancos rebatidos.
Diferenças entre as versões e opções esportivas
A variante Progressive destaca-se pela alta procura no mercado de seminovos, oferecendo teto solar panorâmico, rodas AMG de 19 polegadas, piloto automático adaptativo (ACC), além de alertas de ponto cego e faixa de rolamento. Por sua vez, a opção Advance não decepciona, trazendo chave presencial, ajuste elétrico para o banco do motorista, central multimídia com Android Auto e Apple CarPlay, frenagem autônoma, faróis full-led e assistente de estacionamento.
Para quem prioriza desempenho, o mercado conta com o Mercedes-AMG GLB 35, dotado de um motor M260 2.0 turbo de 306 cv, tração integral e capacidade de acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 5,3 segundos. Já a linha 2025 introduziu o GLB 220 com tecnologia híbrida leve, gerando 190 cv, câmbio 8G-DCT de oito marchas e tração 4Matic.
Principais problemas e defeitos crônicos
Apesar do apelo de mercado, a aquisição de um carro premium demanda cautela com a manutenção. Entre os pontos de atenção mecânica estão:
* Cabeçote do motor M282: a injeção direta favorece o acúmulo de resíduos, gerando marcha lenta irregular, aumento no consumo e perda de rendimento. * Válvulas no M260: unidades específicas apresentaram falhas em válvulas ou guias, provocando perda de compressão. * Vazamentos periféricos: componentes de plástico e borracha do motor M282 sofrem com o desgaste térmico, exigindo inspeção em mangueiras, carcaça da válvula termostática, juntas e retentores. * Sistema híbrido: falhas de software podem acionar a abertura dos relés de alta potência da bateria de 48 V como medida de segurança. * Campanhas de recall: existem chamados pendentes relacionados aos defletores de ar da tampa do porta-malas, para-lamas dianteiros e pneus do lado direito.
A opinião dos proprietários
A empresária Marcela Piloneto, de 48 anos, moradora de Ribeirão Preto (SP), resume sua experiência com o modelo. O o que eu adoro: “Um SUV que engole qualquer buraco, que carrega tudo e todos, que é fácil de estacionar e que consome pouco combustível. E acima de tudo: preserva o status de um legítimo Mercedes.” Por outro lado, aponta o o que eu odeio: “Às vezes o câmbio hesita nas trocas e a multimídia apresenta certa instabilidade. Algumas peças não estão disponíveis na concessionária nem no centro de logística: levam semanas para chegar do México.”
Avaliação histórica e alternativas
Em testes realizados em abril de 2021, a imprensa especializada destacou: “Com esse tamanho todo, o GLB é até relativamente leve, marcando 1.555 kg na balança. Isso facilita o trabalho do valente 1.3 turbo de 163 cv e do câmbio automático de sete marchas. Ele levou 10,3 s para ir de 0 a 100 km/h em nosso teste, e se na prática não vai ganhar nenhum grande prêmio, no trânsito urbano o GLB vai bem, com boas respostas do conjunto e uma direção leve e direta, que facilita as manobras.”
Como alternativa no mercado de usados, vale considerar utilitários esportivos rivais com propostas semelhantes de sete lugares, lembrando sempre de verificar o histórico detalhado de revisões, visto que a mão de obra especializada e a reposição de componentes costumam elevar o orçamento de manutenção a patamares elevados.
Fonte: Revista Quatro Rodas

