Apesar de um leve aumento na aprovação, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua sendo rejeitado por grupos como evangélicos, sulistas e mais ricos, com destaque para a queda na popularidade no Nordeste.

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem enfrentado altos índices de rejeição, especialmente entre evangélicos, sulistas e pessoas de alta renda, segundo pesquisa do Datafolha divulgada nesta sexta-feira (5). Apesar de não registrar novas quedas desde o tombo histórico de fevereiro, a gestão ainda luta para reverter a popularidade entre diferentes segmentos da sociedade.
A pesquisa revela que, em termos gerais, 38% dos entrevistados consideram o governo ruim ou péssimo, enquanto 29% o avaliam como ótimo ou bom. O Nordeste continua sendo a única região em que a avaliação positiva é maior que a negativa, com 38% de aprovação, mas mesmo assim houve uma queda significativa no apoio dos nordestinos entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025, o que ainda reflete uma dificuldade de recuperação.
O Sul é a região com maior rejeição ao governo, com 46% dos eleitores considerando a gestão ruim ou péssima, e apenas 26% de aprovação. A rejeição também é forte entre homens (42%) e entre os mais ricos, com renda superior a 10 salários mínimos, onde 51% desaprovam o governo, embora esse índice tenha caído de 63% em fevereiro.
Em relação à religião, a avaliação do governo é dividida entre os católicos, com 34% de aprovação e 34% de desaprovação. No entanto, os evangélicos, grupo que tende a ser mais bolsonarista, continuam a rejeitar amplamente o governo de Lula: 49% dos evangélicos consideram a gestão ruim ou péssima, enquanto 19% a avaliam positivamente.
Lula tem tentado se aproximar do público religioso como forma de melhorar sua popularidade, especialmente entre os evangélicos. Recentemente, em um evento no Rio Grande do Norte, convidou um arcebispo para rezar o “Pai Nosso” e aproveitou a ocasião para criticar Jair Bolsonaro, acusando-o de usar o nome de Deus em vão.
O governo de Lula, portanto, segue enfrentando desafios em termos de aceitação por parte de grupos historicamente mais resistentes à sua gestão, apesar de alguns sinais de recuperação no apoio de certos segmentos.
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Autoria: Sarah Pacini

