Durante o telejornal “News 19”, transmissão online foi interrompida por três minutos com conteúdo misterioso e frases enigmáticas; emissora investiga o caso em parceria com o YouTube.

Na noite de terça-feira (29), os espectadores da Record News foram surpreendidos por um evento inusitado durante a exibição do telejornal News 19 na plataforma do YouTube. Por cerca de três minutos, o sinal foi interrompido e substituído por um vídeo de estética perturbadora, com frases enigmáticas em inglês e imagens que remetem a lendas urbanas da internet — fenômeno que muitos internautas reconheceram como parte do universo das chamadas creepypastas.
O vídeo, exibido de maneira abrupta e sem qualquer explicação, continha mensagens como “You will see such pretty things” (“Você verá coisas tão bonitas”) e “Why do you hate?” (“Por que você odeia?”). As frases eram intercaladas com imagens distorcidas, barulhos de fundo desconfortáveis e símbolos visuais projetados para provocar inquietação sensorial. O material fugia completamente da proposta jornalística da emissora e causou espanto entre os usuários que acompanhavam a transmissão ao vivo.
Imediatamente após o ocorrido, as redes sociais foram inundadas por reações. Entre susto, humor e teorias conspiratórias, o episódio viralizou. Alguns espectadores relataram que pensaram estar diante de um ataque hacker ou uma experiência audiovisual proposital. Comentários como “Pensei que a Samara ia sair da tela” e “É o início do apocalipse digital” dominaram as conversas no X (antigo Twitter), TikTok e Reddit.
Especialistas em cultura digital e audiovisual logo associaram o ocorrido a eventos semelhantes registrados na história da internet, como o famoso The Wyoming Incident. Essa suposta invasão de sinal de TV teria ocorrido nos Estados Unidos nos anos 2000 e envolvia exatamente esse tipo de conteúdo: imagens de aparência amadora, som desconfortável e frases de significado ambíguo, geralmente ligadas ao medo, culpa ou confusão.
Segundo estudiosos da comunicação digital, o vídeo exibido durante o News 19 segue o mesmo padrão, misturando linguagem subliminar e elementos do horror psicológico, usados frequentemente em experimentações artísticas ou ações de marketing viral com temáticas sombrias.
Apesar do clima de mistério e da avalanche de especulações, a Record News tratou de se posicionar ainda durante a madrugada. Em nota oficial publicada nas redes sociais da emissora, foi esclarecido que a falha atingiu apenas a transmissão online pelo YouTube. As transmissões pela TV aberta e pelas operadoras de TV por assinatura seguiram normalmente, sem qualquer anormalidade.
“Nosso time está analisando a origem do problema. Seguimos em contato com o suporte do YouTube para identificar qualquer brecha ou tentativa de invasão externa”, afirmou a emissora em comunicado.
Até o momento, a principal linha de investigação aponta para uma possível invasão digital ou falha técnica que tenha permitido a substituição temporária do sinal. A empresa de tecnologia responsável pelo gerenciamento da transmissão no YouTube está cooperando com a Record News para identificar como e por que o conteúdo foi inserido.
Especialistas em segurança cibernética ressaltam que, embora incidentes desse tipo sejam raros, não são impossíveis. Plataformas de streaming ao vivo, especialmente quando integradas a redes de transmissão automatizadas, podem ser alvos vulneráveis se não estiverem com seus protocolos de segurança atualizados.
Além do choque causado pelo conteúdo em si, o caso reacende um debate importante sobre a confiabilidade de meios digitais de comunicação e os limites entre arte, hacker ativismo e cyberterrorismo. O uso de estética creepypasta e mensagens enigmáticas — embora comum em projetos de ficção —, quando infiltrado em espaços jornalísticos, pode gerar confusão e até pânico entre o público.
Curiosamente, alguns internautas levantaram a hipótese de que tudo poderia se tratar de uma campanha de marketing alternativa para uma nova série ou filme de terror, embora não haja nenhuma confirmação oficial a respeito. Outros sugerem que o caso pode ser um teste de segurança conduzido por terceiros — algo que, embora improvável, já foi praticado em algumas situações no passado por empresas de tecnologia ou grupos ativistas para expor falhas em sistemas de comunicação.
Independentemente da origem, o incidente revela como o impacto simbólico e psicológico de imagens e sons pode ser ainda mais forte quando inserido em contextos inesperados — como um jornal televisivo de credibilidade. O desconforto causado não foi apenas técnico, mas também emocional, e muitos espectadores relatam que ainda estão tentando entender o que, de fato, aconteceu.
Enquanto o mistério permanece, cresce a curiosidade pública e a expectativa por uma resposta definitiva. A Record News prometeu novas atualizações assim que houver mais informações conclusivas sobre a origem do conteúdo e as responsabilidades envolvidas.
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Autoria: Sarah Pacini

