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ANP realiza hoje os maiores leilões de petróleo e gás da história

ANP realiza hoje os maiores leilões de petróleo e gás da história

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis promove nesta quarta-feira (7) os maiores leilões de sua história, colocando em disputa um total de 326 blocos para exploração e produção de petróleo e gás natural. O evento ocorre na sede do órgão regulador, situado na região central do Rio de Janeiro.

O pré-sal em destaque O primeiro certame do dia, marcado para as 9h, corresponde ao 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção. Nesta etapa, serão ofertadas 13 áreas localizadas no litoral da região Sudeste, divididas entre a Bacia de Campos e a Bacia de Santos. Atualmente, esta camada profunda responde pela esmagadora maioria da produção nacional de hidrocarbonetos.

O regime de partilha estabelece que a Petrobras possui direito de preferência para atuar como operadora e garantir fatia mínima de 30% nos consórcios vencedores. Dezenas de empresas nacionais e estrangeiras foram habilitadas para a disputa.

Concessões e Margem Equatorial A partir das 14h, a programação prossegue com o 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão, abrangendo 313 blocos terrestres e marítimos. Entre os atrativos estão setores na Bacia do Ceará, inserida na chamada Margem Equatorial, nova fronteira exploratória que desperta grande interesse da indústria devido a recentes descobertas na região.

A ANP optou por retirar de última hora cinco blocos situados na Bacia do Parnaíba após detectar falhas técnicas na aplicação de critérios socioambientais exigidos pela legislação.

Visões divergentes sobre o futuro energético Especialistas apontam que a oferta contínua de novas áreas é indispensável para evitar o declínio das reservas brasileiras na próxima década. Por outro lado, entidades socioambientais manifestam forte oposição ao certame, apontando riscos para comunidades tradicionais e áreas de conservação, tendo inclusive ingressado com ações judiciais para tentar paralisar as licitações.

Fonte: Agencia Brasil - Economia

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