Capital avançou em competitividade, empregos, empresas e comércio exterior sem abrir mão da arborização e da qualidade de vida
Escolhida para ser a capital de Mato Grosso do Sul, Campo Grande completa 49 anos do Estado neste domingo (11) como centro político e econômico de uma região que passou por profundas transformações nas últimas décadas. Os números mais recentes apresentados pela Prefeitura mostram avanços na geração de empregos, abertura de empresas, comércio exterior e competitividade, enquanto características como arborização e contato com a natureza continuam presentes na identidade da cidade.
No Ranking de Competitividade dos Municípios de 2026, Campo Grande avançou 13 posições e chegou ao 58º lugar entre mais de 400 municípios avaliados no país. A Capital também aparece entre as três cidades mais competitivas do Centro-Oeste, segundo o levantamento citado pela Prefeitura.
Para a prefeita Adriane Lopes, o crescimento precisa caminhar junto com a preservação das características que marcam a cidade. Segundo ela, o objetivo é fortalecer a economia e ampliar as oportunidades sem abrir mão da qualidade de vida.

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Mercado de trabalho e número de empresas avançam
Os dados apresentados pela Prefeitura apontam saldo positivo de 3.541 empregos formais no primeiro semestre de 2026. No mesmo período, a taxa de desocupação ficou em 4,1%.
Outro indicador citado é o número de empresas ativas. Campo Grande chegou a 149 mil negócios em funcionamento, uma alta de 44,6% em comparação com 2020.
A transformação também pode ser percebida por quem acompanha a cidade há décadas. Comerciante na região central há 45 anos, Vilson Valdecir Finger afirma ter acompanhado mudanças na infraestrutura e no crescimento urbano.
Segundo ele, a cidade deixou para trás características de uma área ainda pouco desenvolvida e passou por uma expansão que pode ser percebida em diferentes regiões.
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Rota Bioceânica amplia ligação com países vizinhos
A posição geográfica de Campo Grande também aparece como um dos fatores relacionados ao crescimento das atividades comerciais. A Rota Bioceânica é apontada como uma oportunidade para ampliar a conexão da Capital com outros países da América do Sul.

Entre janeiro e agosto de 2026, as relações comerciais de Campo Grande com Bolívia, Paraguai, Argentina e Chile movimentaram US$ 268,3 milhões. O valor representa quase um terço de todo o comércio exterior do município no período.
As exportações da Capital chegaram a US$ 631,3 milhões, crescimento de 35,6%. Os números apresentados pela Prefeitura colocam o comércio exterior entre os indicadores da transformação econômica vivida pela cidade.
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Cidade mantém áreas verdes como marca
Mesmo com o avanço econômico e urbano, a arborização continua sendo apresentada como uma das características de Campo Grande. Em 2026, a cidade recebeu pelo sétimo ano consecutivo o reconhecimento internacional de Cidade Árvore do Mundo.
A relação com a natureza também aparece na experiência de moradores que chegaram recentemente. Stefany Dias, de 31 anos, mudou-se para Campo Grande há menos de um ano com os três filhos.
Segundo ela, a segurança, a qualidade de vida, a arborização e o contato com a natureza estiveram entre os motivos que influenciaram a mudança. A moradora também descreve a Capital como uma cidade que combina características históricas e rurais com elementos modernos.
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Capital reúne diferentes momentos da história de MS
Desde a criação de Mato Grosso do Sul, Campo Grande ocupa uma posição central na organização política e econômica do Estado. Ao longo desse período, a cidade cresceu e passou a reunir uma população cada vez mais diversificada, além de novas atividades econômicas e conexões comerciais.
A história de quem vive na Capital há décadas se mistura com a chegada de novos moradores, que encontram uma cidade em transformação, mas ainda marcada por praças, árvores e áreas de contato com a natureza.
Aos 49 anos de Mato Grosso do Sul, Campo Grande aparece, portanto, entre o que já foi construído e os novos desafios de crescimento. Os indicadores apresentados pela Prefeitura mostram uma economia em expansão, enquanto a identidade urbana da Capital continua associada à arborização e à qualidade de vida.


