Mulheres que conviven com a endometriose frequentemente buscam alternativas naturais, como infusões de ervas, para complementar o alívio das cólicas mais intensas e evitar o uso excessivo de medicamentos.
Infusões recomendadas para amenizar as crises
Embora nenhuma bebida seja capaz de tratar ou curar a condição, certas plantas possuem características analgésicas, relaxantes e anti-inflamatórias que tornam o período de dor mais suportável.
Entre as principais recomendações está a raiz de gengibre, amplamente estudada por sua alta concentração de gingerol, um composto bioativo com forte ação antioxidante, digestiva e anti-inflamatória que também ajuda a reduzir o estufamento abdominal causado por alterações intestinais da doença.
A unha-de-gato também se destaca por ser um fitoterápico cientificamente validado e presente na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais do SUS, oferecendo propriedades anti-inflamatórias úteis para o alívio de desconfortos físicos.
Camomila e cúrcuma no combate aos sintomas
Outra alternativa tradicional é a camomila, famosa por seus efeitos calmantes, sedativos e relaxantes que ajudam a amenizar tanto os incômodos da tensão pré-menstrual quanto as dores ginecológicas mais profundas.
Já a cúrcuma, também chamada de açafrão-da-terra, contém curcumina, uma substância poderosa no combate aos processos inflamatórios generalizados e ao estresse oxidativo no organismo.
Opções que devem ser evitadas
Apesar dos benefícios de certas ervas, nem todas as plantas medicinais são indicadas para quem sofre com o problema, sendo necessário cautela no consumo diário.
Ingredientes que estimulam o fluxo sanguíneo na região pélvica ou provocam contrações uterinas, a exemplo da canela e do sene, precisam ser eliminados da dieta para não intensificar o sofrimento.
Como a endometriose costuma estar associada a quadros de ansiedade, bebidas estimulantes ricas em cafeína — como o chá verde, o mate e o chá preto — também devem ser riscadas do cardápio para evitar a retroalimentação das dores através do impacto na saúde mental.
Fonte: Revista Veja Saúde


