O comércio brasileiro se prepara para o Dia das Crianças de 2026, celebrado na segunda-feira (12), com a expectativa de registrar o maior volume de vendas no setor desde 2014, movimentando cerca de R$ 9,27 bilhões no varejo nacional, conforme projeções da CNC (Confederação Nacional do Comércio).
Crescimento e impacto nos shoppings
A alta estimada pela Confederação é de 1,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Paralelamente, a Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers) projeta que a data movimente R$ 4,26 bilhões nos centros de compras, o que representa um avanço de 2,5% na comparação com 2025. O otimismo predomina entre os administradores, com mais de 70% dos empreendimentos esperando maior circulação de visitantes.
Para atrair as famílias, diversos centros comerciais programaram oficinas temáticas, encontros com personagens e brincadeiras. O ticket médio para presentes deve alcançar R$ 233,84, superando os R$ 231,84 registrados no ano passado. Para suprir a demanda, o mercado de trabalho temporário prevê a abertura de 139 mil vagas até o encerramento do ano.
Brinquedos lideram as preferências
O segmento de brinquedos continuará como o principal motor das vendas, respondendo por 39% do total projetado, o equivalente a R$ 3,62 bilhões. Logo atrás, os hiper e supermercados concentram 28% das transações, seguidos pelo setor de vestuário e acessórios.
Apesar dos desafios relacionados ao endividamento das famílias, o cenário econômico mostra resiliência. O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, avaliou que “a trajetória de redução da taxa de juros, mesmo que tardia, fortalece a confiança em condições mais favoráveis para o crescimento, o investimento e a geração de empregos”.
Desafios no setor de vestuário
Enquanto os brinquedos dominam as intenções de compra, o comércio de roupas infantis caminha em ritmo diferente. De acordo com a ABVTEX (Associação Brasileira do Varejo Têxtil), o volume de peças comercializadas deve registrar uma retração de 0,8% em outubro.
Para Edmundo Lima, diretor executivo da ABVTEX, perspectiva de queda no volume de peças mostra que o setor ainda enfrenta dificuldades para ampliar o consumo. O executivo reforça a necessidade de melhorias estruturais no mercado: “Precisamos de um ambiente de concorrência equilibrado, que permita às empresas instaladas no Brasil competir em igualdade de condições e continuar investindo e gerando empregos”, afirma.
Fonte: CNN


