O programa Emprega CG mobilizou nove candidatos, sendo oito mulheres e um homem, para uma seleção de emprego voltada ao cargo de copeiro(a) em uma multinacional do setor de equipamentos agrícolas. A iniciativa ocorreu nesta terça-feira (29), na sede da Agência de Intermediação da Fundação Social do Trabalho (Funsat), em Campo Grande.
Detalhes da vaga e processo seletivo
As entrevistas aconteceram no térreo da fundação e foram conduzidas pela analista de Recursos Humanos Beatriz Seidenfuss de Araújo. A oportunidade oferece remuneração de R$ 1.875, além de benefícios, com expectativa de contratação ainda em setembro.
“O salário da vaga é de R$ 1.875, além de benefícios, sendo que a nossa meta é a contratação ainda em setembro. Por isso, a parceria com a Funsat tem sido muito importante, seja com o anúncio que lançamos, como neste processo seletivo. Infelizmente, o que aconteceu antes foi que, para muitos dos encaminhamentos do mês, os candidatos não compareceram. E, no preenchimento da colocação, a entrevista é decisiva”, explicou Beatriz.
Expectativa pelo retorno ao mercado formal
Para Edemilson Garcete, de 42 anos, a oportunidade representa a chance de encerrar um período de mais de quatro meses sem registro na carteira assinada (CTPS). O morador do bairro Aero Rancho soube da vaga pelo Facebook.
“Já são mais de quatro meses sem a carteira assinada (CTPS), por isso estou olhando vários anúncios todos os dias. E não está fácil conseguir, apesar da grande quantidade de vagas. O que me fez buscar também nas vagas em que não tenho experiência. Na verdade, o que mais cobram é o compromisso da pessoa e saber se ela vai mesmo ficar no emprego”, contou o candidato.
Outra participante foi Rosa Maria Marques, de 49 anos, que está há mais de uma década sem vínculo formal. Ex-aluna da Escola Funsat, onde concluiu o curso de Higiene na Manipulação de Alimentos, ela destacou a importância de atualizar o cadastro na agência.
“Fiquei sabendo por um grupo de WhatsApp e tive a coragem de vir, mesmo não tendo experiência no cargo ou na empresa. Sei que é uma multinacional, o que faz a gente pensar em oportunidades melhores no futuro. Foi bom comparecer também porque o meu cadastro estava inativo e agora poderei concorrer nesta e em outras vagas”, relatou Rosa.
Candidatas com experiência buscam vaga
Cristiane Conceição de Souza, de 46 anos, chegou acompanhada da filha e levou sua vivência anterior na função para a entrevista com a recrutadora da multinacional agrícola.
“Não deixa de ser uma vantagem ter exercido antes esse papel, só que muita coisa é avaliada na entrevista. Com certeza, olham ainda o comportamento, o profissionalismo e o histórico anterior da pessoa. E espero que o fato de eu morar longe não atrapalhe”, comentou Cristiane.
A paraense Eliane Paes Leiria, de 54 anos, também participou da avaliação e ressaltou que o comportamento e a integração com a equipe contam pontos fundamentais no processo.
“Na verdade, só no dia a dia que a pessoa mostra o quanto pode ser boa em algo. Porque não é só o trabalho, tem a postura, a dinâmica com as pessoas da equipe e o desafio de passar uma segurança para a empresa. Acredito que estou pronta e vou esperar o telefone tocar!”, afirmou.
Encerrando o grupo de concorrentes, Silvia Ferreira de Lima Santos, de 49 anos, utilizou sua extensa bagagem profissional para tentar a colocação, mesmo sem atuar especificamente como copeira.
“Experiência não falta, nos mais de 25 anos de carteira assinada (CTPS), o que representa alguma coisa. Fui atendente de caixa, auxiliar de cozinha e auxiliar de limpeza, mas nunca fui copeira. Porém, tenho as credenciais para exercer a atividade, meu histórico prova isso”, destacou a candidata.


