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Empresa de rope jump não tinha autorização em ponte onde jovem morreu

Empresa de rope jump não tinha autorização em ponte onde jovem morreu

SPU afirma que atividades esportivas eram ilegais no local; jovem de 21 anos morreu após queda de cerca de 40 metros

Empresa responsável pela atividade de rope jump que terminou com a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, não possuía autorização para realizar saltos na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (15) pela Secretaria de Patrimônio da União (SPU), órgão vinculado ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.

Maria Eduarda morreu no sábado (13) após ser lançada de uma altura aproximada de 40 metros sem estar conectada ao equipamento de segurança que deveria sustentá-la durante a queda.

O caso é investigado pelas autoridades e levou à prisão de três funcionários da empresa responsável pela atividade.

Atividades não eram autorizadas

Segundo a SPU, a Ponte do Esqueleto integra um trecho nunca concluído da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA) e atualmente pertence ao patrimônio da União.

O órgão informou que não existe autorização para a realização de atividades esportivas no local e que o acesso à estrutura era considerado irregular.

Em nota, a secretaria afirmou que vem tentando restringir o acesso à ponte há anos, inclusive com pedidos de apoio às prefeituras da região.

De acordo com a SPU, medidas de bloqueio chegaram a ser implementadas em 2024, mas posteriormente houve discussões sobre a reabertura do local.

O órgão também declarou que considera necessário ampliar as ações para impedir a entrada de pessoas e combater atividades consideradas ilegais na área.

Acidente ocorreu durante salto

Segundo as investigações, Maria Eduarda procurou a empresa Entre Cordas para participar de um salto de rope jump.

Durante a atividade, a jovem foi lançada da ponte sem estar presa ao sistema de segurança que deveria interromper a queda.

Imagens registradas no local mostram o momento em que ela é arremessada. Logo após a queda, pessoas que acompanhavam a atividade perceberam a ausência da corda de proteção e passaram a gritar.

Testemunhas tentaram prestar os primeiros socorros até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas a jovem morreu ainda no local.

A causa da morte foi apontada como politraumatismo.

Prisões foram convertidas em preventivas

Após o acidente, três funcionários da empresa foram presos.

Posteriormente, a Justiça de São Paulo converteu as detenções em prisão preventiva.

Na decisão, a magistrada responsável pelo caso apontou indícios de negligência relacionados à realização da atividade.

As investigações continuam para esclarecer as circunstâncias da morte e apurar eventuais responsabilidades criminais.

Empresa ainda não se manifestou

Até a publicação desta reportagem, a empresa Entre Cordas não havia se pronunciado oficialmente sobre o caso.

Segundo a CNN Brasil, tentativas de contato foram realizadas, mas não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.

Caso gerou repercussão

A morte de Maria Eduarda provocou forte repercussão nas redes sociais e levantou questionamentos sobre a fiscalização de atividades radicais realizadas em estruturas sem autorização oficial.

A apuração segue em andamento e novos desdobramentos poderão surgir conforme o avanço das investigações.

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