A área de florestas plantadas em Campo Grande registrou um salto expressivo de 115,4% entre 2023 e 2025, saltando de 29.911 para 64.430 hectares. O avanço, documentado pela Pesquisa de Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) 2025 do IBGE, consolida a inserção da capital sul-mato-grossense na cadeia produtiva verde.
Crescimento da silvicultura e participação estadual
Com essa guinada nos cultivos, a participação do município na silvicultura de Mato Grosso do Sul subiu de 2,19% para 3,39% no período. O fenômeno reflete o dinamismo estadual, que atrai aportes industriais e fomenta o desenvolvimento de novos mercados ligados à madeira.
Sobre esse avanço, a prefeita Adriane Lopes pontua a relevância desse crescimento “A expansão da silvicultura mostra que Campo Grande está inserida em um cenário de crescimento de atividades produtivas e de novas oportunidades para o município. Nosso compromisso é criar condições para que investimentos sejam atraídos, gerem emprego e renda e contribuam para o desenvolvimento econômico de forma planejada”.
Ciclos econômicos e variação na produção de madeira
Por conta da natureza da atividade florestal, que possui ciclos longos de colheita, os números financeiros anuais variam conforme o manejo dos maciços. Em 2024, o valor gerado alcançou R$ 267,01 milhões, impulsionado pela extração de toras. No ano seguinte, a cifra foi de R$ 65,92 milhões, com 277,7 mil metros cúbicos colhidos, o que não indica encolhimento da base verde, em contínuo desenvolvimento.
Outros itens registraram alta expressiva. A fabricação de carvão vegetal de áreas cultivadas foi de 5.731 para 7.496 toneladas, enquanto o fornecimento de lenha subiu de 29.745 para 37.984 metros cúbicos.
Para o secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Ademar Silva Junior, a expansão da atividade reforça a importância de Campo Grande estar preparada para acompanhar novas oportunidades econômicas relacionadas à produção florestal “A expansão da área de florestas plantadas amplia o potencial de Campo Grande dentro de uma cadeia produtiva que envolve produção rural, indústria, logística, serviços e geração de valor. Para o município, é importante acompanhar esse movimento e fortalecer um ambiente de negócios capaz de receber investimentos e estimular novas oportunidades econômicas”.
Integração regional e sustentabilidade
O agronegócio regional também favorece esse cenário, visto que o Estado superou a marca de 1,89 milhão de hectares de eucalipto em 2025. A infraestrutura logística da Capital favorece a conexão com esses polos industriais de celulose.
Enquanto isso, a extração de espécies nativas manteve um papel secundário, somando R$ 2,14 milhões em 2023, R$ 3,11 milhões em 2024 e R$ 2,00 milhões em 2025. O monitoramento contínuo desses índices garante embasamento técnico para planejar o futuro econômico e sustentável de Campo Grande.


