A picape média Fiat Titano foi escolhida para atuar como o veículo oficial do Papa Leão XIV durante sua passagem pelo Uruguai, programada para ocorrer entre os dias 6 e 8 de novembro. O utilitário vai transportar o pontífice e sua comitiva por Montevidéu, Florida e Paysandú, antes que a viagem continue em direção à Argentina e ao Peru.
Parceria histórica com a Stellantis
Essa ação destaca o esforço da Stellantis em promover sua linha de fabricação regional e dá continuidade a uma tradição que teve início em 2013, quando o Papa Francisco utilizou um Fiat Idea adaptado na Jornada Mundial da Juventude, realizada no Rio de Janeiro. O modelo brasileiro daquela época continua guardado no museu histórico da fabricante em Betim, Minas Gerais, preservando os desgastes naturais daquele evento.
Como é feito o papamóvel da Fiat Titano
A conversão da caminhonete em um veículo papal acontece nas instalações da Nordex, situada em Montevidéu. A empresa atua como parceira industrial e cuida da montagem local da picape. O projeto exige modificações profundas na carroceria, alterando o teto e a caçamba para cumprir todas as exigências de proteção e visibilidade estabelecidas pelo Vaticano.
Conforto e segurança para o pontífice
As laterais da seção traseira foram totalmente abertas para garantir a proximidade visual com os fiéis durante os deslocamentos urbanos. Na caçamba modificada, há uma poltrona central com movimento giratório e regulagem elétrica de altura, além de mais dois assentos destinados aos auxiliares. Para garantir a acessibilidade, a engenharia implementou uma escada retrátil controlada eletricamente.
O interior do compartimento especial exibe carpete vermelho no piso e revestimento em couro branco nos bancos e nas alças de segurança. Caso ocorram chuvas durante os eventos públicos, a equipe de engenharia projetou uma cobertura translúcida que pode ser removida conforme a necessidade.
A seleção do utilitário reforça a presença produtiva da montadora na América do Sul e escreve um novo capítulo na trajetória da marca italiana no transporte de líderes da Igreja Católica no continente.
Fonte: Revista Quatro Rodas


