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Hospital Cassems participa de cirurgia robótica inédita

Hospital Cassems participa de cirurgia robótica inédita

Unidade de Campo Grande integrou operação simultânea com Porto Alegre e Panamá, com transmissão ao vivo para o Chile

Hospital Cassems, em Campo Grande, participou de uma operação médica inédita ao integrar três cirurgias robóticas simultâneas realizadas em tempo real no Brasil e no Panamá. A ação ocorreu na quinta-feira, 18 de junho, e conectou equipes de Campo Grande, Porto Alegre e Cidade do Panamá.

O procedimento realizado foi a correção de hérnia inguinal, executado ao mesmo tempo nas três salas cirúrgicas. A operação integrada durou cerca de 1h30 e foi concluída com sucesso.

Além das cirurgias, o projeto teve caráter educacional. Em Santiago, no Chile, estudantes e residentes acompanharam a transmissão ao vivo dos procedimentos em auditório.

Procedimento com robô Toumai foi acompanhado em tempo real por especialistas e estudantes - Foto: Divulgação/Cassems
Procedimento com robô Toumai foi acompanhado em tempo real por especialistas e estudantes – Foto: Divulgação/Cassems

Campo Grande foi hub do Centro-Oeste

A Cassems foi a única instituição da região Centro-Oeste selecionada para integrar o projeto de medicina digital. A escolha levou em conta a experiência do hospital em cirurgias robóticas e o volume de procedimentos realizados com a plataforma Toumai.

Na Capital sul-mato-grossense, a cirurgia foi conduzida pelo médico César Conte, com suporte presencial do proctor Bruno da Rosa e do médico auxiliar James Câmara.

Segundo Bruno da Rosa, Mato Grosso do Sul se destaca por ser um dos centros com maior volume de cirurgias robóticas na plataforma Toumai, atrás apenas de São Paulo. Para ele, a experiência permite compartilhar conhecimento com outras regiões e acelerar a evolução da cirurgia robótica.

Mentoria médica em tempo real

As três equipes médicas atuaram ao mesmo tempo em uma rede de mentoria digital, chamada teleproctoria. A coordenação global ficou a cargo do cirurgião geral e colorretal robótico Eduardo Parra-Davila, referência mundial na área, que acompanhou tudo a partir de uma central em São Paulo.

A tecnologia permitiu que os especialistas conectados acompanhassem as telas em tempo real e pudessem orientar qualquer uma das equipes, caso fossem solicitados durante os procedimentos.

Para César Conte, a iniciativa colocou Mato Grosso do Sul em uma vitrine internacional da medicina de alta complexidade. Ele destacou que a possibilidade de receber apoio imediato de especialistas de outros países representa um avanço histórico para a segurança e a qualidade dos procedimentos.

Cirurgia robótica em Campo Grande teve suporte presencial e mentoria digital internacional - Foto: Divulgação/Cassems
Cirurgia robótica em Campo Grande teve suporte presencial e mentoria digital internacional – Foto: Divulgação/Cassems

Segurança teve estrutura dedicada

Por envolver conexão entre diferentes países, a operação exigiu uma estrutura tecnológica reforçada. A equipe de TI da Cassems montou uma rede dedicada para conectar o robô Toumai ao sistema central do hospital, com redundância de dados e energia.

Segundo os médicos envolvidos, a segurança da paciente foi mantida em várias camadas, com equipe local, proctors presenciais, especialistas à distância e conexão preparada exclusivamente para a operação.

Eduardo Parra-Davila destacou que o Brasil foi escolhido pela extensão territorial e pelo potencial de demonstrar como a tecnologia pode levar conhecimento especializado a regiões distantes dos grandes centros médicos.

Sala de aula global

Além do impacto assistencial, o projeto também teve papel importante na formação de novos profissionais. A transmissão foi acompanhada no auditório do hospital e em um espaço conectado no Chile.

Para Bruno da Rosa, permitir que residentes e estudantes acompanhem a aplicação prática da cirurgia robótica amplia o acesso ao conhecimento e mostra novas possibilidades para a medicina de alta complexidade.

Com a participação no projeto, o Hospital Cassems reforça o avanço da medicina robótica em Mato Grosso do Sul e consolida Campo Grande como um dos polos nacionais da tecnologia.

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