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Ladrões invadem loja em Dourados e levam 100 mil

Ladrões invadem loja em Dourados e levam 100 mil

Criminosos entraram pelos fundos do estabelecimento na Avenida Weimar Torres; Polícia Civil investiga o caso e busca imagens de câmeras de segurança

Um furto audacioso mobilizou a polícia de Dourados, cidade localizada a 251 quilômetros de Campo Grande (MS), na madrugada desta quinta-feira (6). Criminosos invadiram uma loja de autopeças na Avenida Weimar Gonçalves Torres, uma das principais vias comerciais da cidade, e levaram um cofre com aproximadamente R$ 100 mil em dinheiro vivo, além de cheques, ferramentas e algumas peças automotivas.

O caso foi registrado pela manhã na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), que confirmou o prejuízo inicial informado pelos proprietários do estabelecimento. De acordo com o boletim de ocorrência, os invasores acessaram o prédio pelos fundos, possivelmente após arrombar uma porta de ferro que dava acesso ao depósito. Dentro do imóvel, os criminosos foram diretamente ao cofre principal, onde a empresa guardava o dinheiro de movimentações recentes.

Além dos valores em espécie, os ladrões também levaram folhas de cheque e ferramentas de trabalho utilizadas pelos funcionários da loja. O proprietário relatou ainda o desaparecimento de algumas peças de veículos que estavam no estoque. O total exato das perdas, entretanto, ainda não foi completamente calculado, pois o levantamento patrimonial segue em andamento.

Ação silenciosa e sem testemunhas

Segundo as informações preliminares, o crime ocorreu durante a madrugada, período em que o bairro costuma estar praticamente deserto. Não há relatos de testemunhas que tenham visto movimentações suspeitas no local. Moradores próximos afirmaram à polícia que não ouviram barulhos nem perceberam veículos diferentes circulando pela área no horário do crime, o que indica que a ação pode ter sido planejada e executada de forma discreta.

A loja possui sistema interno de câmeras de segurança, mas a polícia ainda não confirmou se as imagens registraram a entrada dos criminosos. Técnicos foram chamados para verificar o equipamento, já que há suspeita de que os invasores possam ter danificado o sistema de gravação para evitar serem identificados.

Equipes do SIG (Setor de Investigações Gerais) da Polícia Civil já assumiram o caso e estão analisando imagens de estabelecimentos vizinhos. “Estamos coletando registros de câmeras próximas à região e cruzando com outras ocorrências semelhantes. O modo de atuação pode indicar se se trata de uma quadrilha que vem agindo em diferentes pontos da cidade”, informou um investigador que acompanha as buscas.

Prejuízo e sensação de insegurança

Para o empresário dono da loja, que preferiu não ter o nome divulgado, o impacto do furto vai além das perdas financeiras. “É muito dinheiro e muito trabalho jogado fora. Mas o pior é a sensação de insegurança. A gente trabalha o dia inteiro e, quando fecha as portas, nunca sabe o que vai encontrar no outro dia”, lamentou.

Ele contou que o estabelecimento é um dos mais antigos do ramo na cidade, atendendo mecânicas, motoristas autônomos e revendas de peças automotivas há mais de 20 anos. O cofre, segundo ele, era utilizado apenas para armazenar valores temporariamente, antes de depósitos bancários programados. “Foi uma infelicidade. Íamos depositar esse dinheiro hoje pela manhã. Infelizmente, não deu tempo”, explicou.

Cresce o número de furtos noturnos em Dourados

O furto em Dourados faz parte de uma série de crimes patrimoniais registrados nas últimas semanas na região. Segundo dados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, o número de furtos a comércios e residências aumentou 18% entre agosto e outubro deste ano, especialmente durante o período noturno.

A Avenida Weimar Gonçalves Torres, onde o crime ocorreu, é uma das principais rotas comerciais da cidade e concentra diversas lojas, oficinas e concessionárias. Apesar do movimento intenso durante o dia, o local fica mais vulnerável durante a madrugada, quando o policiamento ostensivo é reduzido.

Moradores e comerciantes da área afirmam que a falta de iluminação e de patrulhamento contínuo tem facilitado a ação de criminosos. “A gente fecha com medo. Já arrombaram três lojas aqui na quadra em menos de dois meses. E ninguém vê nada”, contou um comerciante vizinho, que preferiu não se identificar.

Polícia trabalha com hipótese de grupo especializado

De acordo com informações apuradas junto ao setor de investigação, há indícios de que o crime tenha sido cometido por um grupo especializado em furtos a estabelecimentos comerciais, possivelmente com atuação em diferentes cidades do Estado. A hipótese é reforçada pelo modus operandi profissional: entrada pelos fundos, foco direto no cofre e ausência de sinais de vandalismo.

As autoridades estão verificando também se há relação entre esse furto e outros ocorridos em empresas da região nas últimas semanas, incluindo um caso semelhante em Itaporã, município vizinho a Dourados, onde ladrões levaram R$ 60 mil de uma distribuidora de bebidas.

Atenção redobrada e orientações da polícia

Em nota, a Polícia Civil orientou comerciantes a reforçarem os sistemas de segurança, instalando alarmes com sensores de movimento, fechaduras reforçadas e câmeras com armazenamento remoto. “Infelizmente, o número de furtos qualificados tem crescido, e a prevenção é essencial. É importante também evitar manter grandes quantias de dinheiro em espécie no local de trabalho”, alertou o delegado responsável pela investigação.

Enquanto as investigações continuam, a polícia pede à população que colabore com informações anônimas que possam ajudar na identificação dos autores. As denúncias podem ser feitas pelo telefone 181 (Disque-Denúncia), com garantia de sigilo.

Apesar da falta de pistas concretas até o momento, a Polícia Civil acredita que as próximas horas serão decisivas para a elucidação do caso. As equipes esperam que a análise das imagens das câmeras de segurança dos arredores traga novos elementos que levem à prisão dos envolvidos.

O furto milionário reacende a discussão sobre a segurança patrimonial no interior do Estado e a necessidade de políticas públicas voltadas à proteção de pequenos e médios empreendedores — alvos cada vez mais frequentes de criminosos em busca de dinheiro fácil.

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Autoria: Sarah Pacini

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