Camisa 10 da Argentina tenta ampliar legado histórico após título no Catar e mira feito raro no próximo Mundial
Lionel Messi segue transformando a própria carreira em uma coleção de marcas históricas. Aos 38 anos, o craque argentino chega à reta final da preparação para a Copa do Mundo de 2026 ainda como principal referência técnica da Argentina e cercado pela expectativa de disputar mais um Mundial em alto nível.
Campeão da Copa do Mundo no Catar, em 2022, Messi encerrou uma das maiores discussões da história do futebol ao conquistar o único título que ainda faltava em sua trajetória. Mesmo depois do tricampeonato argentino, o camisa 10 continua acumulando feitos e ampliando números que já o colocam entre os maiores jogadores de todos os tempos.
Ao longo da carreira, Messi construiu uma trajetória marcada por títulos, protagonismo e regularidade raramente vistos no futebol mundial. Foram 17 temporadas defendendo o Barcelona, clube onde conquistou 34 títulos e se tornou o maior ídolo da história da equipe espanhola. Depois, ainda levantou troféus pelo Paris Saint-Germain e ajudou o Inter Miami a conquistar uma inédita taça da MLS.
Pela seleção argentina, o roteiro também mudou completamente nos últimos anos. Depois de derrotas dolorosas em finais e eliminações traumáticas em Copas do Mundo, Messi liderou a conquista da Copa América, da Finalíssima e, finalmente, do Mundial do Catar, onde teve atuações decisivas durante toda a campanha.

TRAJETÓRIA NAS COPAS
A primeira participação de Messi em uma Copa aconteceu em 2006, na Alemanha. Ainda jovem, saiu do banco contra Sérvia e Montenegro, marcou gol e deu assistência em poucos minutos em campo.
Em 2010, na África do Sul, já chegou como principal estrela da Argentina, mas viu a seleção cair novamente diante da Alemanha. O mesmo rival voltou a cruzar seu caminho na final de 2014, no Brasil, em uma derrota dolorosa na prorrogação.
Na Rússia, em 2018, a eliminação para a França aumentou as dúvidas sobre a possibilidade de Messi conquistar o Mundial. Mas o roteiro mudou completamente no Catar. Em 2022, o argentino brilhou com sete gols, atuações decisivas e liderança dentro de campo para conduzir a Argentina ao título mundial.

A campanha também consolidou recordes históricos. Messi se tornou o jogador com mais partidas em Copas do Mundo, superando Lothar Matthäus, além de alcançar marcas como:
- Jogador com mais jogos como capitão em Mundiais
- Maior número de assistências em Copas ao lado de Pelé
- Único atleta a dar assistências em cinco edições diferentes do torneio
- Recordista de prêmios de melhor jogador da partida em Copas
- Primeiro jogador a marcar em todas as fases eliminatórias de um mesmo Mundial
CARREIRA CERCADA POR ADMIRAÇÃO
A idolatria em torno de Messi ultrapassa torcidas e gerações. Ao longo da carreira, nomes históricos do futebol fizeram declarações exaltando o argentino.
O ex-goleiro Buffon chegou a afirmar que precisou tocar em Messi para confirmar que ele era humano. Wayne Rooney definiu o argentino como “a melhor piada” que seus olhos já viram. Ronaldinho disse que o futebol deveria aposentar a camisa 10 quando Messi encerrar a carreira.
Além da habilidade nos dribles e da capacidade de decidir partidas, Messi também construiu fama pela visão de jogo e pelas assistências. Não à toa, é apontado por muitos especialistas como um dos maiores criadores da história do futebol.
DESAFIO EM 2026
A Copa do Mundo de 2026 pode representar o último Mundial da carreira do argentino. Caso confirme presença, Messi disputará a sexta Copa do Mundo, algo inédito entre jogadores de linha.
A Argentina chega novamente entre as favoritas. O técnico Lionel Scaloni foi mantido no comando, e a base campeã mundial segue praticamente intacta, com nomes como Emiliano Martínez, Cristian Romero, Enzo Fernández, Alexis Mac Allister, Rodrigo De Paul, Julián Álvarez e Lautaro Martínez.

Mesmo sem Ángel Di María, que deixou a seleção, os argentinos apostam na força coletiva e na experiência do elenco para tentar algo raro: conquistar dois títulos mundiais consecutivos. O último país a conseguir o feito foi o Brasil, em 1958 e 1962.
Messi, mais uma vez, aparece no centro dessa expectativa. E, depois de tantos recordes, títulos e atuações históricas, segue alimentando uma pergunta que acompanha sua carreira há quase duas décadas: até onde ainda pode chegar o camisa 10 da Argentina?


