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Médicos cogitaram deixar Papa morrer, revela médico

Médicos cogitaram deixar Papa morrer, revela médico

Durante o período mais crítico da internação de Papa Francisco, médicos chegaram a considerar a opção de interromper o tratamento, devido ao risco elevado de complicações fatais. Hoje, o pontífice se recupera gradualmente após um mês de internação.

Papa Francisco, que retornou ao Vaticano no domingo (23) após mais de cinco semanas hospitalizado, passa por um processo de reabilitação e já retomou algumas de suas atividades. No entanto, o caminho até a recuperação do pontífice foi mais desafiador do que muitos imaginavam, com médicos considerando, durante o tratamento, a possibilidade de suspender os esforços médicos e permitir que o papa seguisse seu destino.

Em uma entrevista ao jornal italiano Corriere Della Sera, o médico Sergio Alfieri, chefe da equipe médica responsável pelo tratamento de Francisco no Hospital Gemelli, em Roma, revelou que, nos momentos mais críticos da internação, foi necessário tomar uma decisão difícil. “Tivemos que escolher entre parar e deixá-lo ir ou forçá-lo, correndo o risco muito alto de danificar outros órgãos”, explicou Alfieri. Segundo o médico, a equipe ponderou se a continuidade do tratamento seria o melhor para o papa, já que ele estava sofrendo intensamente, mas no fim optaram por seguir com as terapias.

Crises Respiratórias e Ameaça de Morte Súbita

A pior noite da internação, de acordo com o médico, ocorreu em 28 de fevereiro, quando o papa sofreu uma grave crise respiratória acompanhada de vômitos. Nesse episódio, Francisco inalou os vômitos, o que aumentou o risco de morte súbita, além de complicações pulmonares, uma vez que seus pulmões já estavam bastante comprometidos devido à pneumonia bilateral. “Foi terrível, realmente achamos que não conseguiríamos”, confessou Alfieri, refletindo sobre o momento de maior angústia da equipe médica.

O quadro clínico de Francisco era tão grave que, segundo Alfieri, o pontífice delegou toda a responsabilidade pelas decisões médicas a seu assistente pessoal, Massimiliano Strappetti, em quem Francisco confia plenamente. A decisão foi clara: continuar tentando todos os tratamentos possíveis. “Strappetti nos disse: tente de tudo, não desista e ninguém desistiu”, relatou o médico.

A Recuperação e a Fisioterapia

Graças ao persistente tratamento e à dedicação da equipe médica, o papa começou a apresentar sinais de melhora. Hoje, Francisco segue com a terapia farmacológica e sessões de fisioterapia, com ênfase na reabilitação respiratória, que tem como objetivo recuperar totalmente sua capacidade de respirar e falar. O Vaticano anunciou que o pontífice está progredindo bem e, embora ainda tenha um longo caminho pela frente, sua recuperação continua dentro das expectativas.

Em seu retorno ao Vaticano, Francisco retomou suas atividades de forma gradual, celebrando missas e realizando trabalhos no Vaticano, mas ainda sem receber visitantes. No entanto, o papa não presidirá a tradicional audiência geral desta quarta-feira (26) e, possivelmente, também estará ausente na oração do Angelus no próximo domingo (30), conforme indicado pelo Vaticano.

Reclusão e Apelos aos Fiéis

Durante o longo período de internação, o papa manteve um perfil discreto, afastado dos olhos do público. A primeira imagem pública do pontífice após a internação foi divulgada pelo Vaticano no dia 16 de março, mostrando Francisco sentado e curvado diante do altar em sua capela privada. Além disso, o Vaticano publicou um áudio em que o papa, com voz fraca e respiração ofegante, agradeceu aos fiéis pelas orações em seu favor.

“Eu agradeço, de todo o coração, as orações que vocês fazem pela minha saúde desde a praça (de São Pedro do Vaticano). Eu os acompanho daqui. Que Deus os abençoe. Que a Virgem cuide de vocês. Obrigado!”, disse o pontífice em uma mensagem emocionada enviada aos seus seguidores.

Em sua mensagem do Angelus, o papa também se referiu à sua condição de saúde, descrevendo-a como um “momento de provação” e enfatizando a fragilidade física que estava enfrentando. “Compartilho com vocês esses pensamentos, pois estou passando por um período de provação e me uno a tantos irmãos e irmãs doentes: frágeis, neste momento, como eu”, escreveu o papa em sua mensagem, expressando solidariedade com todos que estão em situação semelhante.

Conclusão: A Luta pela Vida e o Compromisso com a Fé

O período crítico da saúde do papa Francisco, especialmente quando os médicos cogitaram interromper o tratamento, revela não apenas os desafios da medicina, mas também a força de vontade do pontífice e a dedicação incansável de sua equipe. A decisão de prosseguir com os tratamentos, apesar dos riscos, acabou sendo a escolha acertada, permitindo que Francisco continuasse sua jornada de recuperação.

Hoje, Francisco está se reabilitando com fisioterapia e continua a manter uma rotina de trabalho no Vaticano, embora com limitações. Sua recuperação, embora ainda em andamento, é um testemunho da força do espírito humano e da fé. O papa segue sendo uma inspiração para muitos, não apenas pelos ensinamentos religiosos que transmite, mas também pela coragem e resiliência demonstradas diante da adversidade.

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Autoria: Sarah Pacini

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