Disponíveis no país há mais de duas décadas, os medicamentos genéricos transformaram o acesso a diferentes tratamentos e já fazem parte do cotidiano de milhões de brasileiros. Vendidos nas farmácias por valores inferiores aos dos produtos de referência, eles ainda despertam desconfiança em parte dos consumidores, que se perguntam se a economia no bolso afeta a eficácia e a qualidade.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é o órgão responsável por regulamentar e definir os rigorosos critérios para o registro e a comercialização desses produtos. Antes de chegarem às prateleiras, os genéricos precisam cumprir uma série de exigências que comprovam sua segurança, eficácia e qualidade.
Mitos e verdades mais comuns sobre os genéricos
Muitas dúvidas cercam a categoria, gerando confusão entre mitos antigos e fatos comprovados pela ciência farmacêutica.
O primeiro mito comum é a ideia de que o genérico é apenas parecido com o medicamento de referência. Na realidade, ele deve apresentar o mesmo princípio ativo, a mesma dose, a mesma forma farmacêutica, além de ser administrado pela mesma via e ter idêntica indicação terapêutica. A equivalência é atestada por meio de estudos científicos rigorosos de equivalência farmacêutica e bioequivalência.
Outro questionamento frequente envolve a suposição de que os genéricos teriam eficácia menor. Isso também é falso. Como passam pelos mesmos testes comparativos de desempenho exigidos pela Anvisa, eles podem ser considerados intercambiáveis com os produtos de referência, desde que respeitadas as normas de prescrição e dispensação.
Preço menor não significa qualidade inferior
A diferença no custo nas farmácias costuma gerar o mito de que o produto mais barato possui qualidade inferior. Contudo, essa variação ocorre devido ao modelo de desenvolvimento, já que a molécula e o princípio ativo já são conhecidos, eliminando a necessidade de refazer pesquisas de uma substância inédita. No Brasil, a legislação exige que o genérico chegue ao consumidor por um valor ao menos 35% menor que o medicamento de referência correspondente.
Além disso, a fabricação envolve alta tecnologia e ciência aplicada. São avaliados fatores como a forma farmacêutica, a via de administração, a identidade do princípio ativo e a maneira como a substância é absorvida pelo organismo. Na Medley, laboratório que completa 30 anos no mercado brasileiro em 2026, os processos produtivos passam por rigorosos controles de qualidade desde a avaliação das matérias-primas até a embalagem. Segundo a empresa, pioneira no setor, os sistemas internos de controle chegam a realizar cerca de 30 mil testes por hora.
Como identificar e o impacto na saúde pública
É verdade que os genéricos podem ser facilmente reconhecidos pela embalagem. Em vez de um nome comercial, eles trazem impresso o nome do princípio ativo. Além disso, as caixas contêm a tarja amarela acompanhada da inscrição “Medicamento Genérico”, a letra “G” e a menção à Lei nº 9.787/99. A eventual substituição pelo produto deve ser sempre orientada pelo farmacêutico.
Instituídos no país pela mesma lei em 1999, os genéricos cumpriram o papel de integrar a política nacional de saúde, ampliando de forma decisiva o acesso da população a tratamentos seguros e de qualidade. A ampliação de alternativas terapêuticas gera impactos profundos, sobretudo em tratamentos contínuos, nos quais a aquisição de remédios ao longo de meses ou anos resulta em uma economia expressiva. Ao celebrar três décadas de atuação em 2026, a Medley reafirma seu compromisso com a expansão do acesso à saúde e com a excelência em sua trajetória no mercado nacional.
Fonte: Revista Veja Saúde

