A Comissão Nacional de Educação Jurídica da Ordem dos Advogados do Brasil manifestou preocupação nesta quarta-feira (21) em relação à velocidade com que o Ministério da Educação tem liberado novas graduações na área jurídica no país.
Impacto na qualidade do ensino superior
Durante encontro realizado em Brasília, o colegiado argumentou que a proliferação veloz de novas turmas prejudica o nível acadêmico da formação profissional. “Se continuarmos nessa velocidade, atingiremos a marca de dois mil cursos jurídicos no primeiro semestre de 2027, o que coloca o Brasil com quase o dobro do número de cursos em todo o planeta”, afirmou o presidente da comissão e conselheiro federal por Santa Catarina, Eduardo de Mello e Souza.
Análise de pedidos e o Exame de Ordem
Para conter o avanço desordenado, a atuação do órgão tem sido rigorosa. Apenas no balanço parcial do mês de outubro, o grupo avaliou 31 processos de abertura enviados pelo MEC, resultando em 29 reprovações e somente duas aprovações com restrições.
Frente a essa conjuntura de crescimento expressivo, a instituição reafirmou que o Exame de Ordem permanece como um mecanismo indispensável para mensurar a competência técnica e assegurar a qualidade dos futuros profissionais que atuarão na advocacia brasileira.
Fonte: Revista Veja


