A trajetória da taxa básica de juros (Selic) no Brasil permanece atrelada ao rigor das contas públicas. De acordo com a avaliação de Rodrigo Sgavioli, especialista da XP Investimentos, a taxa Selic só voltará a atingir patamares de um dígito se o país consolidar um ajuste fiscal consistente.
Potencial de atração e gargalos internos
O economista aponta que o cenário macroeconômico atual expõe uma contradição na economia nacional. Embora o país apresente fortes atrativos para o capital estrangeiro, a incerteza com o orçamento público impede que esse potencial se traduza em crescimento acelerado. Sobre o apetite internacional e as oportunidades perdidas, ele afirma que “O Brasil tem muito do que o mundo quer, mas não deslanchamos”.
Impacto na política monetária
O controle das despesas governamentais é apontado pelo mercado financeiro como um pré-requisito fundamental para permitir a redução sustentada dos juros sem pressionar a inflação. Sem uma ancoragem fiscal crível, a tendência é que a autoridade monetária mantenha uma postura conservadora na condução das taxas, dificultando o retorno da Selic para níveis inferiores a 10% ao ano no médio prazo.
Fonte: GAZETA ECONOMIA


