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Polícia de SP tenta identificar mulher filmada em ofensas racistas no metrô

Polícia de SP tenta identificar mulher filmada em ofensas racistas no metrô

Investigadores da Polícia Civil de São Paulo trabalham para localizar uma mulher flagrada disparando ataques verbais de cunho racista contra um passageiro negro no metrô da capital paulista. O caso, registrado no 34º Distrito Policial (Vila Sônia), ocorreu em uma estação da Linha 4-Amarela e mobilizou também a atuação de órgãos de combate à intolerância.

Como começou o desentendimento na estação

A confusão teve início no último domingo, 18, logo após o término de uma manifestação política convocada por Flávio Bolsonaro na Avenida Paulista. De acordo com os relatos, a mulher participava de um bate-boca prévio quando a vítima de racismo entrou no meio para apartar, evitando que o desentendimento chegasse à agressão física. Descontente com a intervenção, a mulher passou a atacar verbalmente o rapaz.

Gravação registra declarações e ofensas

Diante da escalada da hostilidade, o homem começou a filmar a mulher com o aparelho celular. Logo no início da gravação que circulou nas redes sociais, ela declara: “Preto do c… Agora filma você me xingando de bolsonarista. Eu sou (bolsonarista), graças a Deus. Eu sou brasileira”.

O passageiro rebateu a fala: “E você pode ser racista comigo então? Parabéns”. Em tom elevado, ela insistiu nas agressões ao repetir “seu preto do c… ” e disparar: “agora vai lá ver a minha vida, seu bosta”.

A ofensora seguiu o rapaz pelas escadas rolantes e continuou com os insultos. No andar de cima, ela abordou os funcionários da segurança metroviária e admitiu as declarações preconceituosas: “Eu falei para ele que ele é um preto de bosta”.

Ao ser alertada por um dos profissionais de que sua postura era racista, ela tentou justificar a própria atitude diante dos agentes: “Deixa eu mostrar uma foto da minha família. Meu filho é preto, eu sou mulher de preto, seu bosta. Seu bosta, é por isso que o Brasil está desse jeito”. A situação foi contida no momento em que dois seguranças do metrô separaram os dois.

Inquérito policial e acompanhamento do Ministério Público

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado, a ocorrência foi registrada como injúria racial e originou um inquérito formal. Até esta terça-feira, 20, as autoridades ainda não haviam identificado a suspeita.

Além da apuração policial, o Ministério Público acompanha os desdobramentos por meio do Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância (Gecrad), que solicitou a instauração da investigação. Pelo ordenamento jurídico nacional, o delito de injúria racial é enquadrado como imprescritível e inafiançável.

Fonte: Revista Veja

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