Escola em Campo Grande une alfabetização e magia do Natal com cartinhas

Escola em Campo Grande une alfabetização e magia do Natal com cartinhas

A magia natalina já transformou a rotina dos estudantes de 5 a 8 anos na Escola Municipal Professora Eulália Neto Lessa, localizada na Vila Manoel Taveira, em Campo Grande. Entre desenhos coloridos e folhas de papel, as crianças finalizam seus pedidos ao Papai Noel em uma iniciativa que vai muito além da expectativa por presentes, revelando o poder transformador das palavras.

Parceria entre educação e tradição

Estudantes da E.M. Professora Eulália Neto Lessa escrevendo cartas em sala de aula.
Estudantes da E.M. Professora Eulália Neto Lessa escrevendo cartas em sala de aula.

O projeto pedagógico dos Correios

A ação é fruto de uma colaboração entre a Secretaria Municipal de Educação (Semed) e os Correios, abrangendo 16 unidades da rede municipal de ensino, entre escolas e Emeis. O objetivo central é trabalhar o gênero textual de forma lúdica, estimulando os alunos enquanto aguardam uma resposta do Papai Noel.

A diretora Juliana Amaral destaca que a iniciativa trouxe impactos diretos para o cotidiano escolar e para o engajamento dos estudantes.

Juliana Amaral, diretora da E.M. Professora Eulália Neto Lessa, sorrindo durante entrevista na escola.
Juliana Amaral, diretora da E.M. Professora Eulália Neto Lessa, sorrindo durante entrevista na escola.

 

“Fiquei muito feliz porque, além de ajudar no pedagógico, já que estamos trabalhando a questão textual, que é uma dificuldade para algumas crianças, também percebemos o empenho delas. Existe todo um encantamento em torno do presente e da vinda do Papai Noel, e isso acaba incentivando a participação, a frequência e até o comportamento dos alunos. Todos querem participar, escrever e aprender a ler suas cartinhas”, conta.

Engajamento em sala de aula

Desenvolvimento da escrita e participação das famílias

As atividades envolveram turmas do Grupo 5 ao terceiro ano, contando com autorizações enviadas aos responsáveis para que os Correios possam encaminhar os pedidos. A campanha proíbe solicitações de eletrônicos, orientando os estudantes sobre os limites das escolhas.

“Eles desenham muito bem, mas alguns ainda escrevem pouco. Então, foi uma prática que deu uma função social à escrita. A criança precisa entender por que está escrever, para quem está escrever e como fazer com que o leitor compreenda a mensagem. Não basta colocar qualquer palavra no papel; é preciso pensar no que quer dizer para que a pessoa que vai receber entenda o pedido. Isso foi muito gratificante”, explica a diretora.

A professora Rogéria Vieira, responsável pelo segundo ano, reforça que a união entre o afeto natalino e a alfabetização tornou o aprendizado mais dinâmico para os 31 alunos da turma.

A professora Rogéria Vieira sorri em pé, entre as carteiras, durante aula com a turma do 2º ano.
A professora Rogéria Vieira sorri em pé, entre as carteiras, durante aula com a turma do 2º ano.

“Eles estão nessa fase de consolidar a escrita, e foi muito legal porque conseguimos unir o lúdico, o afetivo, que envolve o Natal, com a escrita. A partir do gênero textual, eles conseguem juntar palavras e estruturar frases. A carta tem uma função social, que é a comunicação, e eles puderam vivenciar isso na prática”, detalha.

Além disso, o projeto abriu espaço para reflexões sobre solidariedade.

“Eu disse a eles que qualquer pessoa pode ser Papai Noel de alguém. Não é apenas aquela figura que a gente imagina, mas alguém que faz o bem, que é bondoso, caridoso e leva alegria para outra pessoa. Às vezes, uma criança não tem um brinquedo, e você pode fazer a diferença na vida dela. Isso também é ser Papai Noel”, relata Rogéria.

Sonhos e expectativas dos pequenos

Pedidos variados e o valor da comunicação

Entre os desejos mais populares entre as crianças, o brinquedo macio conhecido como squishy voltou a fazer sucesso, aparecendo ao lado de pedidos como luvas de goleiro, skates, bonecos, quebra-cabeças e tênis.

Nas turmas de primeiro ano, sob a orientação da professora Laura Marcia da Silva, os alunos exploraram a estrutura dos bilhetes.

“Nosso objetivo maior foi mostrar, por meio de um texto real e significativo, que a gente escreve para se comunicar, para transmitir nossos desejos, sonhos e ideias. Cada criança teve a oportunidade de pensar no que gostaria de ganhar do Papai Noel e escrever seu bilhetinho dentro das suas possibilidades”, afirma a educadora.

A coordenadora pedagógica Eliane Araújo lembra que o entusiasmo começou antes mesmo da escrita oficial, com o envio de um comunicado simulando o escritório do Papai Noel.

Eliane Araújo, coordenadora pedagógica da E.M. Professora Eulália Neto Lessa.
Eliane Araújo, coordenadora pedagógica da E.M. Professora Eulália Neto Lessa.

“Quando a escola foi escolhida, produzi um bilhete para mandar às famílias, como se a cartinha tivesse sido um pedido do próprio Papai Noel. Assinei como ‘Escritório do Papai Noel’ e incentivei as crianças a lerem para os pais. A magia já vem acontecendo desde agosto”, conclui.

 

Sala de aula cheia, com estudantes concentrados na atividade de escrita das cartinhas para o Papai Noel.

Maria Rita, de 8 anos, sorri para a câmera enquanto escreve com uma caneta lilás, sentada em sua carteira na sala de aula.
Maria Rita, de 8 anos, sorri para a câmera enquanto escreve com uma caneta lilás, sentada em sua carteira na sala de aula.

 

Com a cartinha sobre a mesa, João Miguel, de 7 anos, posa para a foto.
Com a cartinha sobre a mesa, João Miguel, de 7 anos, posa para a foto.

Fonte: Prefeitura de Campo Grande - MS

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