O mercado de soja registrou nova baixa no porto de Paranaguá (PR), pressionado diretamente pelas oscilações da moeda norte-americana. O indicador Cepea/Esalq apresentou uma retração de 1,53%, fechando a saca cotada a R$ 155,67.
Impacto do dólar na cotação do grão A desvalorização da moeda americana nos últimos dois dias foi o principal fator de pressão sobre as cotações da oleaginosa no litoral paranaense. No encerramento da véspera, o dólar registrou baixa de 0,51%, cotado a R$ 4,97. Com essa sequência de perdas, o indicador da soja calculado pelo Cepea já acumula uma desvalorização de 3,65%.
Retração na demanda externa Além do cenário macroeconômico desfavorável, o mercado enfrenta um arrefecimento no apetite dos compradores internacionais. Um levantamento divulgado pela S&P Global Energy apontou relatos de agentes do setor sobre um menor interesse da China na aquisição do produto brasileiro, com foco restrito nos volumes remanescentes da safra passada voltados para o envio imediato ao exterior.
“As margens de esmagamento chinesas permaneceram pressionadas, reduzindo a rentabilidade das indústrias processadoras e limitando novas aquisições”, destaca o relatório.
Comportamento misto nas praças brasileiras Enquanto o litoral paranaense sentiu a desvalorização, o restante do país apresentou movimentações variadas mapeadas pela AgRural. Em Ponta Grossa (PR), a cotação da saca avançou R$ 1, atingindo R$ 147. Por outro lado, Primavera do Leste (MT) manteve a estabilidade com o valor fixado em R$ 137, ao passo que Luís Eduardo Magalhães (BA) registrou um recuo de R$ 0,50, comercializando a saca a R$ 136,50.
Fonte: Globo rural


