Uma nova tecnologia voltada para o setor automotivo promete transformar o combate à venda de produtos irregulares nos postos de revenda do país. A Stellantis registrou no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) um sistema inovador capaz de reconhecer falhas provocadas por combustíveis inadequados e transmitir dados diretamente à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Como atua o sistema de monitoramento
O funcionamento da ferramenta se baseia na leitura contínua de parâmetros da central de injeção eletrônica. Quando o software percebe oscilações anormais no comportamento do propulsor, o recurso cruza essas informações técnicas com as coordenadas geográficas captadas pelo GPS para mapear exatamente onde ocorreu o último abastecimento.
Alertas ao condutor e envio à ANP
Além de repassar de forma remota um relatório detalhado com a localização do estabelecimento e os registros técnicos para a agência reguladora, a inovação também interage com quem está ao volante. O painel do automóvel passa a exibir avisos orientando o condutor a evitar o uso contínuo do veículo até que o problema seja devidamente verificado.
Apesar da proposta de facilitar a fiscalização e apontar possíveis casos de fraude, a empresa ressalta que a detecção de uma anomalia não comprova, de forma isolada, que houve adulteração ou culpa direta do comerciante, sendo necessárias análises laboratoriais complementares para a confirmação.
Impactos no motor e cronograma
A pureza dos combustíveis é um fator crítico em propulsores modernos equipados com injeção direta e sistemas de alta pressão. Contaminações por água ou substâncias impróprias podem gerar falhas severas de combustão e estragar peças vitais, a exemplo de injetores e bombas.
O recurso poderá ser integrado a automóveis das marcas pertencentes ao conglomerado, como Fiat, Jeep, Ram, Peugeot e Citroën. Contudo, por se tratar apenas de um registro de patente, a fabricante ainda não especificou quais modelos receberão a inovação e nem estipulou um prazo oficial para a estreia comercial nos veículos de linha.
Fonte: Revista Quatro Rodas


