Subutilitário pode chegar importado do México com autonomia acima de 800 km
Jeep deu mais um passo para trazer de volta ao Brasil o Cherokee, agora em uma nova geração eletrificada. O SUV teve o desenho industrial registrado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e reforçou os indícios de que a Stellantis pretende recolocar o modelo no mercado nacional para disputar espaço com os SUVs híbridos e elétricos chineses.
O utilitário já havia sido exibido no Salão do Automóvel de São Paulo de 2025, em uma estratégia da marca para medir a reação do público brasileiro. Caso a chegada seja confirmada, o modelo deverá ocupar um espaço acima do Commander na linha da Jeep.
Novo Cherokee estreia sistema híbrido pleno
Depois de dois anos fora de linha, o Cherokee retorna completamente reformulado e se torna o primeiro híbrido pleno (HEV) da Jeep.
O modelo utiliza um conjunto híbrido formado pelo motor 1.6 turbo THP, conhecido por equipar veículos da Peugeot e Citroën, aliado a dois motores elétricos instalados nos eixos.
A potência combinada chega a 213 cavalos, com torque de 31,8 kgfm. Segundo a fabricante, o SUV faz média de 15,7 km/l e pode ultrapassar 800 quilômetros de autonomia total.
A transmissão é do tipo eCVT e dispensa carregamento em tomada, já que a bateria de 1,08 kWh é alimentada pela regeneração de energia durante frenagens e pelo próprio motor a combustão.

SUV ficou maior e mais espaçoso
O Cherokee 2026 cresceu em relação à geração anterior. Agora, são 4,77 metros de comprimento e entre-eixos de 2,87 metros, o que amplia o espaço interno do veículo.
O design também mudou bastante. As linhas ficaram mais retas e robustas, com caixas de rodas quadradas e visual mais alinhado ao estilo tradicional da Jeep.
Além da versão híbrida, a marca também prevê uma configuração equipada com motor 2.0 turbo a gasolina.
Importação do México pode reduzir custos
Embora o registro no INPI não confirme oficialmente o lançamento, a exposição no Salão do Automóvel e o avanço dos trâmites aumentam as chances de chegada ao País.
A expectativa é de que o SUV venha importado do México, aproveitando acordos comerciais que reduzem impostos de importação e permitem preços mais competitivos diante da crescente presença de modelos eletrificados chineses no Brasil.
Hoje, o Jeep Commander, modelo topo da linha nacional da marca, custa entre R$ 228 mil e R$ 329 mil. O novo Cherokee deve ocupar uma faixa superior, oferecendo um sistema híbrido mais avançado que o utilizado atualmente no SUV produzido no Brasil.


